Por décadas, as noites de inúmeras mulheres brasileiras foram fragmentadas por ondas de calor e suores noturnos — sintomas que a ciência médica tratava quase exclusivamente com hormônios. Com a aprovação do fezolinetanto pela Anvisa, surge pela primeira vez no Brasil uma alternativa não hormonal que age diretamente nos circuitos cerebrais de regulação térmica, abrindo um novo capítulo no cuidado com a saúde feminina na menopausa. O avanço é real, mas os especialistas lembram que o sono é um fenômeno complexo, e que nenhum medicamento sozinho responde a todas as suas perturbações.