Nova direção do Instituto de Química assume com foco em excelência e transformação

Seguir avançando não é uma escolha, e sim uma condição para continuarmos relevantes
Mazali define a estratégia da nova gestão do Instituto de Química para os próximos quatro anos.

Instituto mantém 25 anos de conceito máximo na Capes e reconhecimento internacional de seus cursos de graduação e pós-graduação. Nova gestão enfrenta desafios de manutenção de infraestrutura, atualização de equipamentos científicos e recomposição de quadro técnico-administrativo.

  • Instituto de Química mantém 25 anos de conceito máximo na avaliação Capes
  • Ítalo Odone Mazali e Juliano Alves Bonacin assumem para mandato 2026-2030
  • Gestão anterior conquistou 14 novos cargos técnico-administrativos e 8 novos cargos docentes
  • Instituto completará 60 anos em 2027, coincidindo com aniversário de 60 anos da Unicamp em 2026

Ítalo Odone Mazali e Juliano Alves Bonacin assumem direção do Instituto de Química da Unicamp com foco em preservar excelência e enfrentar desafios futuros em química, sustentabilidade e inovação tecnológica.

Na sexta-feira 19 de junho, dois professores do Instituto de Química da Unicamp assumiram seus cargos para os próximos quatro anos com uma tarefa que equilibra preservação e transformação. Ítalo Odone Mazali, que será diretor, e Juliano Alves Bonacin, diretor associado, tomaram posse em cerimônia que reuniu representantes da comunidade acadêmica e reafirmou a importância estratégica da unidade para a universidade e para o país.

O reitor Paulo Cesar Montagner situou o Instituto de Química no centro da história da Unicamp, descrevendo-o como inseparável da consolidação da instituição como um dos maiores centros de ensino, pesquisa e extensão da América Latina. Segundo Montagner, a química hoje permeia os grandes desafios contemporâneos — desde a busca por novos materiais e a transição energética até a sustentabilidade ambiental, o desenvolvimento de medicamentos, a indústria de alta tecnologia e a segurança alimentar. Fernando Coelho, coordenador-geral da Unicamp e docente do instituto há quase três décadas, chamou a unidade de "uma joia para esta Universidade", ressaltando sua trajetória de qualidade no ensino, na pesquisa, na extensão e na prestação de serviços.

Em seu primeiro pronunciamento como diretor, Mazali traçou o caminho que pretende seguir: preservar o legado construído sem renunciar à renovação necessária para enfrentar o futuro. "Uma instituição de referência exige movimento permanente. Em um mundo em constante transformação, seguir avançando não é uma escolha, e sim uma condição para continuarmos relevantes", afirmou. O instituto inicia este novo ciclo em posição de destaque. Mantém 25 anos de conceito máximo na avaliação da Capes, a maior pontuação obtida por um programa de pós-graduação em química na avaliação quadrienal mais recente da agência, e seus cursos de graduação são acreditados pela Royal Society of Chemistry e pela American Chemical Society.

Criado em 1967, o Instituto de Química reúne dezenas de grupos de pesquisa que atuam em áreas que vão da química de materiais à química medicinal, da catálise à química ambiental. A unidade se destaca pela produção científica, pela formação de mestres e doutores e pela participação em redes nacionais e internacionais. Mas Mazali foi direto aos desafios que a nova gestão enfrentará nos próximos quatro anos: manutenção da infraestrutura predial e laboratorial, atualização de equipamentos científicos, ampliação das condições de custeio e recomposição do quadro de servidores técnico-administrativos. "A química exige ambientes adequados, equipamentos sofisticados, equipes qualificadas e condições contínuas de funcionamento", disse.

O diretor também defendeu a universidade pública e a produção científica como instrumentos fundamentais para enfrentar desafios contemporâneos relacionados à sustentabilidade, à saúde e ao desenvolvimento tecnológico. "Precisamos defender a universidade e o conhecimento. Mais do que isso, precisamos reafirmar continuamente sua função pública, social e transformadora", afirmou.

Ao encerrar seu mandato iniciado em 2022, o professor Cláudio Francisco Tormena, que teve como diretora associada Daniela Zanchet, apresentou um balanço de avanços na infraestrutura e na valorização da comunidade acadêmica. A unidade conquistou 14 novos cargos para servidores técnico-administrativos e oito novos cargos docentes no período. Entre as realizações, destacou-se a criação do Centro de Equipamentos Multiusuários do Instituto de Química (Cemiq), além de reformas em laboratórios e salas de aula. "Mais do que uma mudança administrativa, o Cemiq representa uma nova forma de organizar e compartilhar a infraestrutura científica", afirmou Tormena.

O momento é simbólico para a instituição. A Unicamp celebra 60 anos em 2026, e o Instituto de Química completará seis décadas de existência em 2027. Para Mazali, essas datas devem servir não apenas para celebração, mas para reflexão sobre os caminhos que o instituto pretende construir para as próximas décadas. "Temos muito orgulho da história que herdamos. Mas o maior compromisso de uma instituição como a nossa é com o futuro", concluiu.

A história do Instituto de Química se confunde com a própria história da consolidação da Universidade como um dos maiores centros de ensino, pesquisa e extensão da América Latina
— Paulo Cesar Montagner, reitor da Unicamp
Uma instituição de referência exige movimento permanente. Em um mundo em constante transformação, seguir avançando não é uma escolha, e sim uma condição para continuarmos relevantes
— Ítalo Odone Mazali, novo diretor do Instituto de Química
The Hearth Conversation Another angle on the story
Inventor

Por que essa transição de liderança importa agora, especificamente?

Model

Porque o instituto está em um ponto de inflexão. Tem 25 anos de excelência comprovada, mas enfrenta desafios reais de infraestrutura e recursos. A nova gestão precisa manter o que funciona enquanto renova o que está desgastado.

Inventor

Mazali fala muito em "movimento permanente". O que ele quer dizer com isso?

Model

Que ficar parado é morte lenta para uma instituição de pesquisa. O mundo muda — a química muda, os desafios mudam, a tecnologia muda. Se você não acompanha, vira relíquia.

Inventor

Qual é o desafio mais urgente que ele herda?

Model

Provavelmente a recomposição do quadro técnico-administrativo. Você pode ter os melhores pesquisadores do mundo, mas sem técnicos qualificados e infraestrutura funcionando, a pesquisa não sai do papel.

Inventor

E por que a química é tão central para os desafios que ele menciona — sustentabilidade, energia, medicamentos?

Model

Porque toda solução material passa por química. Você quer bateria melhor? Química. Plástico biodegradável? Química. Medicamento novo? Química. É a disciplina que traduz ideias em realidade.

Inventor

O Cemiq, o centro de equipamentos compartilhados, parece ser uma mudança importante.

Model

É. Significa que o instituto entendeu que equipamento caro demais para um laboratório só pode ser compartilhado. Muda a dinâmica de colaboração interna e torna a pesquisa mais eficiente.

Inventor

E essa celebração dos 60 anos em 2027 — é só comemoração ou tem peso estratégico?

Model

Tem peso. Esses marcos forçam a instituição a olhar para trás e para frente ao mesmo tempo. Você celebra o que construiu, mas também usa o momento para redefinir prioridades e comunicar visão.

Contact Us FAQ