Integrado ao grupo, mas ainda longe do campo
No ritmo silencioso que se segue a uma estreia sem gols, a Seleção Brasileira retomou seus rituais em Nova Jersey — e Neymar, o camisa 10 carregado de expectativas, reapareceu entre os companheiros, ainda que em passo cauteloso. Sua presença na academia do hotel, pedalando ao lado de jovens que também aguardam sua vez, é um sinal de vida, mas não uma promessa: a lesão muscular na panturrilha direita ainda dita o tempo, e o futebol, como sempre, exige paciência daqueles que mais desejam jogar.
- O empate sem gols com Marrocos deixou a Seleção em busca de respostas — e a maior delas tem nome e número: Neymar, camisa 10.
- Desde 27 de maio, quando o grupo se apresentou, ele não havia pisado em um campo de treino com os companheiros, mantido à parte pela lesão na panturrilha direita.
- No domingo, ele reapareceu na academia do hotel, pedalando em bicicleta ergométrica ao lado de Rayan e Endrick — um avanço visível, mas ainda dentro dos limites do trabalho regenerativo.
- A Escócia, que venceu o Haiti e lidera o Grupo C, espera o Brasil na próxima sexta-feira, e a presença de Neymar segue sendo uma incógnita que depende da evolução da lesão.
No domingo seguinte ao empate sem gols com Marrocos, a Seleção Brasileira se reuniu na academia do hotel em Nova Jersey para uma sessão de recuperação. Entre os jogadores, estava Neymar — pedalando em uma bicicleta ergométrica ao lado de Rayan e Endrick, dois atletas que não haviam entrado em campo na estreia.
A cena marcava um avanço: desde a apresentação do elenco no Rio de Janeiro, em 27 de maio, o camisa 10 não havia participado de nenhum treino em campo com os companheiros. Mas o contexto importa — ele integrava o grupo de titulares em trabalho regenerativo leve, ainda se recuperando de uma lesão muscular na panturrilha direita.
O próximo desafio é a Escócia, na sexta-feira, 19 de junho. A seleção europeia venceu o Haiti por 1 a 0 e lidera o Grupo C. A participação de Neymar nessa partida permanece incerta, condicionada à evolução da lesão nos próximos dias. Sua presença na academia foi um sinal positivo — mas, por ora, apenas isso.
No dia seguinte ao empate sem gols contra Marrocos que marcou a estreia brasileira na Copa do Mundo, a Seleção voltou à rotina de treinamento. Era domingo, 14 de junho, e o elenco se reuniu na academia do hotel onde estava hospedado em Nova Jersey, nos Estados Unidos, para uma sessão de recuperação e trabalho físico.
Neymar estava lá. Nas imagens divulgadas pela Confederação Brasileira de Futebol, o camisa 10 aparecia integrado ao grupo, pedalando em uma bicicleta ergométrica ao lado de Rayan e Endrick, dois jogadores que não haviam entrado em campo contra Marrocos. A presença dele na atividade marcava um avanço em relação aos dias anteriores — desde que o elenco se apresentou no Rio de Janeiro em 27 de maio, ele não havia participado de nenhum treino com os companheiros em campo.
Mas havia uma ressalva importante. Os titulares realizavam trabalho regenerativo, aquele tipo de atividade leve destinada a acelerar a recuperação após um jogo. Os demais jogadores faziam exercícios físicos mais intensos dentro do complexo do hotel. Neymar estava no primeiro grupo, ainda se recuperando de uma lesão muscular na panturrilha direita que o mantinha fora das atividades normais do time.
O próximo compromisso da Seleção era para sexta-feira, 19 de junho, contra a Escócia. Neymar era dúvida para essa partida. Sua participação dependeria de como evoluísse a lesão nos próximos dias. Enquanto isso, na primeira rodada do Grupo C, a Escócia havia vencido o Haiti por 1 a 0 e liderava a chave com três pontos.
A situação de Neymar refletia a tensão típica de um torneio: o desejo de contar com seu melhor jogador equilibrado contra a necessidade de não apressar seu retorno e correr o risco de piorar a lesão. Sua presença na academia era um sinal positivo, mas longe de ser uma confirmação de que ele estaria em campo na próxima sexta.
Citações Notáveis
Neymar é dúvida para a partida contra a Escócia, em recuperação de lesão muscular na panturrilha direita— Confederação Brasileira de Futebol
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Por que Neymar ainda não havia treinado em campo com o grupo até agora, mesmo tendo se apresentado há quase três semanas?
A lesão muscular na panturrilha direita o manteve afastado. Não era questão de não estar no hotel ou não estar envolvido — era precaução médica. Treinar em campo, com intensidade, é diferente de estar presente.
E essa atividade na academia, com ele pedalando, significa que ele está próximo de voltar?
É um passo. Mostra que ele consegue fazer movimento, que está progredindo. Mas regenerativo é exatamente isso — recuperação, não retorno. Ele ainda está longe de treinar como os outros.
Qual é o risco real de apressá-lo?
Lesões musculares na panturrilha são traiçoeiras. Se ele volta antes de estar pronto, pode reagravar. E em um torneio, perder Neymar por mais tempo seria muito pior do que perdê-lo por um jogo.
Então a Escócia pode ser um jogo sem ele?
É possível. A CBF e a comissão técnica vão esperar até o último momento para decidir. Mas a imagem dele na bicicleta, integrado, é o que eles queriam mostrar — que há progresso.
E se ele não jogar contra a Escócia, qual é o impacto no torneio?
A Seleção já empatou com Marrocos. Não começou bem. Ter Neymar de volta, mesmo que em um jogo posterior, muda a dinâmica. Mas também significa que ele precisa estar realmente pronto, não apenas presente.