O colangiocarcinoma intra-hepático, um dos cânceres hepáticos mais letais, desafiou por décadas a lógica de operar antes de tratar sistemicamente. Em março de 2026, pesquisadores chineses publicaram no New England Journal of Medicine evidências de que inverter essa ordem — combinando quimioterapia e imunoterapia antes da cirurgia — quase dobra o tempo em que pacientes de alto risco vivem sem progressão da doença. O estudo ZSAB-neoGOLP não resolve o problema, mas reorienta a pergunta que a oncologia fará daqui em diante.