É uma cadeia de proteção tanto à população quanto aos animais
Equipes da SMS vacinaram 977 cães e gatos no primeiro dia, mantendo a meta diária de 800 a 1.000 animais até 30 de setembro. Seis morcegos testaram positivo para raiva em Natal em 2026, justificando a estratégia de vacinação em massa para criar barreira imunológica.
- 977 cães e gatos vacinados no primeiro dia
- Meta de 89 mil a 90 mil animais até 30 de setembro
- Seis morcegos testaram positivo para raiva em Natal em 2026
- Cinco bairros prioritários: Pajuçara, Nossa Senhora da Apresentação, Planalto, Alecrim e Felipe Camarão
Natal iniciou a Campanha de Vacinação Antirrábica 2026 com vacinação domiciliar, imunizando 977 animais no primeiro dia. A meta é vacinar 80% da população de cães e gatos até setembro.
Natal começou nesta semana a sua campanha anual contra a raiva, e no primeiro dia já havia vacinado quase mil animais. A Secretaria Municipal de Saúde, trabalhando através da Unidade de Vigilância de Zoonoses, lançou a iniciativa que vai até o final de setembro, com planos ambiciosos: imunizar entre 800 e 1.000 cães e gatos por dia, chegando a uma meta total de 89 mil a 90 mil animais — o equivalente a 80% da população de animais domésticos da cidade.
No primeiro dia de trabalho, as equipes conseguiram 977 vacinações, um número que coloca a operação dentro do ritmo esperado. Dianaldo Rodrigues Lopes, coordenador das operações de campo, explica que não se trata apenas de atingir números. "É uma cadeia de proteção tanto à nossa população quanto aos nossos animais", diz ele, referindo-se ao fato de que a raiva, uma vez que aparecem os primeiros sintomas, mata em quase 100% dos casos. A vacinação anual é a forma mais eficaz de prevenir a doença e interromper sua transmissão para humanos, que ocorre principalmente através de mordidas, arranhaduras ou contato da saliva com ferimentos e mucosas.
O que torna esta campanha diferente é a estratégia de porta a porta. Em vez de exigir que os tutores levem seus animais a postos de saúde, agentes de combate às endemias vão até as casas, vacinando diretamente nos domicílios. A abordagem facilita o acesso para idosos, pessoas com mobilidade reduzida e quem tem múltiplos animais. Cinco bairros foram definidos como prioridade: Pajuçara, Nossa Senhora da Apresentação, Planalto, Alecrim e Felipe Camarão, escolhidos pela densidade de população animal e pela proximidade de áreas onde morcegos infectados foram encontrados.
A decisão de intensificar a vacinação vem de uma realidade concreta. Seis morcegos testaram positivo para raiva em Natal durante as ações de vigilância do setor este ano. Quando o vírus é identificado em animais selvagens, a resposta é imediata: vacinação em massa e monitoramento contínuo da população animal. O protocolo estabelece que, ao encontrar um morcego positivo, a equipe abre um raio de 300 metros ao redor do local e vacina todos os animais domésticos da região.
Na manhã de quinta-feira, quando uma equipe visitava o bairro Potengi, a receptividade foi notável. Moradores já se preparavam para receber os profissionais. João Henrique, um cuidador de idosos de 35 anos que tem dois cães sem raça definida, Eurico e Dora, ambos com 2 anos, elogiou a praticidade. "Sempre participo das vacinações. É importante ter o controle da saúde do animal e evitar doenças. É bem melhor quando vêm em casa, principalmente para quem não consegue sair", disse ele. A campanha segue seu curso até 30 de setembro, com a cidade movimentando recursos para criar uma barreira imunológica que proteja tanto animais quanto pessoas.
Citas Notables
É uma cadeia de proteção tanto à nossa população quanto aos nossos animais— Dianaldo Rodrigues Lopes, coordenador das operações de campo da UVZ
É bem melhor quando vêm em casa, principalmente para quem não consegue sair— João Henrique, tutor de animais domésticos
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Por que a raiva ainda é uma preocupação tão séria em uma cidade como Natal?
Porque o vírus está presente em animais selvagens — este ano encontramos seis morcegos infectados. Quando isso acontece, o vírus pode passar para animais domésticos e depois para humanos. A taxa de mortalidade é quase total uma vez que os sintomas aparecem.
E por que escolher vacinação porta a porta em vez de postos fixos?
Porque nem todo mundo consegue sair de casa. Tem idoso, tem gente com dificuldade de locomoção, tem quem tem vários animais e não consegue transportar todos. Levando a vacina até a calçada, a gente amplia quem consegue participar.
Como vocês definem quais bairros são prioritários?
Primeiro, onde encontramos morcego positivo. Aí a gente abre um raio de 300 metros e vacina o bairro inteiro. Depois, a gente olha para o tamanho da população animal. Pajuçara, Felipe Camarão, Alecrim — são bairros com muitos animais domésticos.
E se alguém encontrar um animal com comportamento estranho?
Pode chamar a gente pelo WhatsApp. A Unidade de Vigilância de Zoonoses fica de prontidão. Quanto mais rápido a gente identifica, mais rápido a gente consegue agir.
Qual é a chance de vocês atingirem os 90 mil animais até setembro?
No primeiro dia já vacinamos 977. A meta é entre 800 e 1.000 por dia. Se a gente mantiver esse ritmo e a população continuar receptiva como está sendo, a gente chega lá.