Há algo de profundamente humano na tentativa de salvar aquilo que construímos para contemplar o infinito. A Nasa e a startup Katalyst viram fracassar, nesta quarta-feira, o esforço de resgatar o telescópio Swift — um observatório de 500 milhões de dólares que por mais de vinte anos esquadrinhou galáxias e buracos negros. A espaçonave enviada para rebocá-lo entrou em colapso técnico antes mesmo de alcançar seu alvo, e o Swift, sem propulsão própria, seguirá agora o caminho inevitável de volta à atmosfera terrestre, onde se desintegrará ainda este ano. O cosmos, por vezes, não nos devolve o que