Io, a lua mais vulcânica do Sistema Solar, sempre revelou seu fogo pela superfície — mas o que ardia em suas profundezas permanecia invisível. Pela primeira vez, a sonda Juno da NASA mediu temperaturas abaixo da crosta de Io, descobrindo que o calor sobe mais de 22°C em poucos metros, alimentado por campos de lava subterrâneos e pelo abraço gravitacional implacável de Júpiter. Essa conquista tecnológica não apenas reescreve nossa compreensão de um mundo distante, mas abre uma janela para os processos que moldam luas, planetas e talvez a própria Terra.