Em Durán, no Equador, um país que em poucos anos passou de destino turístico a corredor do tráfico global, um capitão das forças especiais trava uma guerra que não começa nas ruas — começa dentro da própria instituição que deveria proteger a população. Com 70% da cocaína mundial passando pelo território equatoriano e mais de 9,2 mil assassinatos no último ano, o que se revela não é apenas um conflito armado, mas uma crise de confiança, de lealdade e de sobrevivência que corrói o Estado por dentro. A luta de Bustamante e de tantos outros é a luta de uma sociedade tentando se reconhecer no espel
Na linha de frente da guerra às drogas no Equador, onde nem a polícia confia na polícia
Mais de 9,2 mil mortos no ano passado; crianças órfãs deixadas por assassinatos de gangues; menores recrutados aos 12 anos para atividades criminosas; população vive sob terror constante com risco de morte por balas perdidas.