Em um tempo em que a violência de gênero deixou de ser exceção para se tornar estatística cotidiana, mulheres brasileiras recorrem à inteligência artificial para consultar registros públicos sobre pretendentes antes de encontros presenciais. Plataformas como Plinq e Checki agregam dados judiciais e de Diários Oficiais, transformando informação pública em escudo privado. O gesto revela menos sobre tecnologia e mais sobre o peso de uma realidade em que 1.571 feminicídios foram registrados em 2025 — e sobre o que as pessoas fazem quando o Estado não oferece proteção suficiente.
Mulheres usam IA para verificar antecedentes de pretendentes antes de encontros
O aumento de 4% em feminicídios em 2025 demonstra a urgência que motiva mulheres a buscar ferramentas de proteção antes de encontros presenciais.