Nas visitas que a geneticista Mayana Zatz faz a mulheres centenárias, um padrão silencioso foi se revelando: a maioria delas é de baixa estatura. Mais do que uma curiosidade, essa observação abre uma janela para questões antigas sobre o tempo, o corpo e os mecanismos que sustentam a vida longa. Zatz propõe que organismos menores talvez envelheçam com menos desgaste — mas reconhece, com a humildade própria da ciência honesta, que longevidade é um fenômeno que não cabe em uma única medida.