Esposa de Henrique passa por audiência nos EUA após prisão por fuga policial

Amanda Vasconcelos foi detida e passou noite na prisão, aguardando decisão da audiência de custódia nos EUA.
Olhou para trás, na direção da viatura, mas continuou dirigindo
O momento em que Amanda viu a polícia sinalizando, mas escolheu não parar.

Em Orlando, na segunda-feira de fevereiro, Amanda Vasconcelos — empresária, filha de um coronel da Polícia Militar e esposa do cantor sertanejo Henrique — foi presa após ignorar a ordem de parada de um policial e apresentar documentação considerada insuficiente para quem reside na Flórida. O episódio coloca em relevo como as obrigações legais de um país não cedem diante do prestígio ou das conexões de quem as descumpre. O caso segue seu curso silencioso nos tribunais americanos, enquanto os que poderiam falar optaram, por ora, pelo silêncio.

  • Uma caminhonete que não para diante de luzes e sirenes transforma uma infração de trânsito em crime de fuga classificado como felonia de terceiro grau na Flórida.
  • As versões de Amanda sobre o ocorrido mudaram ao menos quatro vezes, criando um rastro de contradições que o próprio relatório policial registrou com precisão.
  • A carteira de motorista brasileira em formato digital, apresentada como documento válido, foi rejeitada pela polícia local, que exige habilitação emitida pelo estado para residentes com visto ativo.
  • Após passar a noite detida no Booking & Release Center do Condado de Orange, Amanda compareceu à audiência de custódia enquanto defesa, assessoria da dupla e familiares permaneciam em silêncio.
  • O consulado brasileiro foi notificado a pedido da própria detida, e o Itamaraty foi acionado pela imprensa — mas nenhum dos dois se pronunciou publicamente.

Era segunda-feira, 2 de fevereiro, quando Amanda Vasconcelos Barbosa Tavares Reis foi flagrada mudando de faixa sem sinalizar pelas ruas de Orlando. Ao consultar a placa da caminhonete, o policial descobriu que o proprietário não tinha habilitação válida. Acionou luzes e sirene. O veículo seguiu em frente.

Amanda não é uma figura anônima: é esposa do cantor Henrique, da famosa dupla sertaneja com Juliano, empresária no ramo de moda em Palmas e filha do coronel Márcio Barbosa, comandante-geral da Polícia Militar do Tocantins. Possui visto americano válido até 2032 e residência registrada na Flórida — justamente o que tornaria obrigatória uma carteira de motorista local, e não o documento brasileiro digital que ela apresentou durante a abordagem.

O policial encerrou a perseguição e localizou o endereço registrado. Encontrou o veículo na garagem. Amanda confirmou que estava ao volante, mas sua explicação para não ter parado foi mudando a cada pergunta: primeiro disse que não percebeu a abordagem, depois que ouviu a sirene mas não sabia se era para ela, depois negou ter ouvido qualquer sinal, e por fim voltou a admitir que percebeu, mas acreditava que a viatura perseguia outro carro.

Ela foi presa por fuga policial — classificada como felonia de terceiro grau — e por dirigir sem habilitação válida. Passou a noite detida no Booking & Release Center do Condado de Orange e pediu que o consulado brasileiro fosse informado. A audiência de custódia ocorreu na tarde seguinte. Defesa, assessoria da dupla, familiares e Itamaraty foram procurados. Nenhum respondeu. O caso segue em andamento na Justiça da Flórida.

Amanda Vasconcelos Barbosa Tavares Reis estava dirigindo uma caminhonete pelas ruas de Orlando quando um policial a observou mudando de faixa sem sinalizar adequadamente e circulando entre duas pistas. Era segunda-feira, 2 de fevereiro. Quando o agente consultou a placa do veículo, descobriu que o proprietário não possuía carteira de habilitação válida. Acionou as luzes e a sirene. O veículo continuou em velocidade normal.

Amanda é esposa do cantor sertanejo Henrique, da dupla com Juliano. Ela é empresária, sócia de negócios no ramo de roupas e acessórios em Palmas, Tocantins, e filha do coronel Márcio Barbosa, comandante-geral da Polícia Militar do estado. Vive com a família em uma fazenda em Porto Nacional, onde a dupla mantém uma base de empreendimentos agropecuários. Casada com Henrique desde 2018, ela possui visto americano válido até 2032 e residência registrada na Flórida.

Durante a tentativa de abordagem, Amanda olhou diretamente para trás, na direção da viatura, mas continuou dirigindo sem atender à ordem de parada. O policial, segundo seu relatório, encerrou a perseguição e localizou o endereço registrado. O veículo foi encontrado estacionado na garagem de uma casa. No local, Amanda confirmou que conduzia a caminhonete, mas disse inicialmente que não havia parado porque "não achou que estivesse sendo abordada" — uma declaração feita antes mesmo de qualquer menção formal à tentativa de parada.

Sua história mudou várias vezes depois disso. Primeiro, afirmou que havia ouvido as luzes e a sirene, mas não tinha certeza de que eram direcionadas a ela. Em seguida, negou ter ouvido qualquer sinal sonoro ou visual. Depois voltou atrás novamente, dizendo que havia percebido a sirene, mas acreditava que a abordagem era destinada a outro veículo. Alegou ter tentado sair do caminho em algumas ocasiões.

Amanda foi presa por fuga ou tentativa de fugir da polícia e por dirigir sem habilitação válida. O documento da polícia do Condado de Orange classifica a fuga como felonia de terceiro grau, uma classificação de crimes graves. Ela foi levada para uma unidade prisional sem registro de incidentes. Solicitou que o consulado brasileiro fosse informado sobre sua prisão.

A questão da documentação também pesou no caso. Amanda havia apresentado sua carteira de motorista brasileira em formato digital durante a abordagem. A polícia local afirmou que, como ela possui visto americano ativo e residência na Flórida, deveria ter uma carteira de motorista emitida pelo estado — não um documento brasileiro, mesmo que digital.

A audiência de custódia teve início às 13h no Booking & Release Center do Condado de Orange, o mesmo local onde Amanda foi levada após ser detida. Ela havia passado a noite na prisão aguardando essa audiência. A defesa de Amanda, a assessoria da dupla Henrique & Juliano e parentes dela foram procurados, mas não responderam aos contatos. O Itamaraty também foi acionado para comentar o caso, mas não se pronunciou. O caso segue em andamento na Justiça da Flórida, com a defesa de Amanda ainda sem posicionamento público.

Não achou que estivesse sendo abordada
— Amanda Vasconcelos, em sua primeira declaração à polícia
Acreditava que a abordagem era destinada a outro veículo
— Amanda Vasconcelos, em versão posterior durante interrogatório
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Inventor

Por que uma abordagem de trânsito comum escalou para uma acusação de crime grave?

Model

Porque Amanda não parou quando foi sinalizada. Ignorar as luzes e a sirene da polícia é classificado como fuga, e nos EUA isso é tratado como felonia de terceiro grau — não é uma simples multa de trânsito.

Inventor

Mas ela disse que não percebeu que estava sendo abordada. Isso não é uma defesa válida?

Model

Ela ofereceu várias versões diferentes. Primeiro disse que não achou que estivesse sendo abordada. Depois disse que ouviu, mas não tinha certeza. Depois negou ter ouvido. Depois disse que ouviu, mas acreditava que era outro carro. Essas contradições prejudicam qualquer defesa.

Inventor

E quanto à questão da carteira de motorista? Ela apresentou um documento válido, só que brasileiro.

Model

Tecnicamente, sim. Mas a lei da Flórida é clara: se você tem residência no estado e visto válido, precisa de uma carteira de motorista emitida lá. Um documento digital brasileiro, mesmo que válido no Brasil, não satisfaz os requisitos locais.

Inventor

Qual é o peso da sua posição social nessa situação? Ela é filha de um coronel da PM, casada com um cantor famoso.

Model

Formalmente, nenhum. A polícia e a Justiça da Flórida não conhecem essas hierarquias brasileiras. Mas a falta de resposta da assessoria dela, do Itamaraty, da defesa — tudo isso sugere que há pessoas tentando lidar com isso nos bastidores.

Inventor

O que acontece agora?

Model

Depende da audiência de custódia. Ela pode ser liberada sob fiança, pode ter restrições impostas, ou pode permanecer detida. Mas o processo criminal segue independentemente. Ela enfrenta acusações sérias.

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