Nas cabines dos icónicos autocarros vermelhos de Londres, o verão já não é apenas desconforto — é perigo. Quando o termómetro exterior marca 30 graus, o interior dessas cabines pode atingir 40, sem ar condicionado e sem saída. Depois de anos de reivindicações ignoradas pela empresa Arriva, 1.500 motoristas escolheram a greve como única linguagem que resta quando o diálogo falha — e com ela, colocam no centro do debate uma questão mais vasta: a de uma cidade construída para um clima que já não existe.
Motoristas de autocarros de Londres em greve por cabines a 40 graus
1.500 motoristas sofrem com fadiga, tonturas e desidratação devido às temperaturas extremas nas cabines durante os turnos de trabalho.