Sob a Venezuela, a terra falou duas vezes em rápida sucessão — magnitudes 7,2 e 7,5 — e o silêncio que se seguiu foi preenchido por mais de seis mil mortes confirmadas, o maior luto sísmico do país em mais de dois séculos. Cinquenta dias depois, as equipes ainda escavam escombros que cobrem cidades inteiras, enquanto o governo admite que o número final de vítimas pode ultrapassar dez mil. O desastre não é apenas uma tragédia venezuelana, mas um lembrete de que a América Latina repousa sobre uma geografia que não negocia com o tempo humano.
Mortos em terremotos da Venezuela chegam a 6.301; governo admite possibilidade de ultrapassar 10 mil
Mais de 6.301 pessoas mortas confirmadas, com possibilidade de ultrapassar 10 mil; mais de 73 mil pessoas necessitaram atendimento hospitalar; dezenas de milhares desabrigadas.