Sua história seguirá viva em sua obra, em seu legado
Rui Rezende, nascido em Minas Gerais em 1938, partiu no domingo, 12 de julho, aos 88 anos, encerrando uma vida dedicada às artes cênicas brasileiras. Internado por dez dias no Rio de Janeiro, ele deixa para trás décadas de teatro, cinema e televisão — e personagens que habitam a memória coletiva de gerações. Sua trajetória lembra que os artistas que moldam o imaginário de um povo continuam presentes muito além de sua passagem física.
- Aos 88 anos, Rui Rezende faleceu após dez dias internado no Hospital São Francisco na Providência de Deus, na Tijuca, sem que a causa da morte fosse revelada.
- O Retiro dos Artistas, onde ele vivia desde 2019, confirmou a perda nas redes sociais, provocando comoção entre admiradores e colegas de profissão.
- O personagem do professor Astromar Junqueira, lobisomem de 'Roque Santeiro' (1985), sintetiza o tipo de presença marcante que Rezende imprimiu na televisão brasileira por décadas.
- Seu legado atravessa gerações — de produções da Manchete e da Globo nos anos 1990 a séries contemporâneas como 'Bom Dia, Verônica', em 2022, onde atuou até perto do fim da vida.
Rui Rezende morreu no domingo, 12 de julho, aos 88 anos, no Rio de Janeiro, após dez dias internado no Hospital São Francisco na Providência de Deus, na Tijuca. O Retiro dos Artistas, instituição que o acolhia desde 2019, confirmou o falecimento em comunicado nas redes sociais. A causa da morte não foi divulgada.
Nascido em Araguari, Minas Gerais, em 1938, Rezende construiu uma carreira que atravessou décadas de teatro, cinema e televisão. Ficou marcado sobretudo pelo papel do professor Astromar Junqueira — um lobisomem na novela 'Roque Santeiro', de 1985, criada por Dias Gomes e Aguinaldo Silva. O personagem exemplificava sua habilidade de dar vida a figuras complexas e inesquecíveis.
Sua filmografia incluiu produções como 'A História de Ana Raio e Zé Trovão' (1990), a minissérie 'Incidente em Antares' (1994) e participações em 'A Grande Família', 'Turma do Didi' e 'Zorra Total'. Seu último trabalho registrado foi na série 'Bom Dia, Verônica', em 2022, onde interpretou Seu Tomé. Nos palcos, esteve presente até 2016, com 'Paixão Segundo Nelson'.
O Retiro dos Artistas lamentou a partida de quem encontrou ali, nos últimos sete anos, um lar cercado de afeto — e reafirmou que sua história permanecerá viva na memória de todos que o conheceram, dentro e fora dos palcos.
Rui Rezende morreu no domingo, 12 de julho, aos 88 anos. A notícia foi confirmada pelo Retiro dos Artistas, a instituição onde ele vivia desde 2019, através de um comunicado divulgado nas redes sociais. O ator havia sido internado dez dias antes no Hospital São Francisco na Providência de Deus, na Tijuca, no Rio de Janeiro, onde permaneceu até seu falecimento. A causa da morte não foi revelada.
Nascido em Araguari, Minas Gerais, em 1938, Rezende construiu uma carreira que atravessou décadas de teatro, cinema e televisão brasileiros. Seu nome ficou marcado na memória do público por personagens que se tornaram inesquecíveis — em particular, o professor Astromar Junqueira, um lobisomem que integrava o elenco da novela Roque Santeiro, exibida em 1985 e criada por Dias Gomes e Aguinaldo Silva. Aquele papel exemplificava bem o tipo de trabalho que o definia: personagens complexos, memoráveis, capazes de deixar impressão duradoura.
Além de Roque Santeiro, Rezende participou de produções que marcaram gerações de telespectadores. Em 1990, integrou o elenco de A História de Ana Raio e Zé Trovão, produção da Rede Manchete que seria reprisada pelo SBT duas décadas depois. Também atuou na minissérie Incidente em Antares, de 1994, na Rede Globo, onde deu vida a Menandro Olinda. Seus trabalhos mais recentes incluíram participações em séries como Turma do Didi, A Grande Família e Zorra Total, além de um papel na série Bom Dia, Verônica, em 2022, onde interpretou Seu Tomé.
O teatro, porém, permaneceu como um espaço central em sua trajetória artística. Rezende atuou em produções que demonstravam sua versatilidade e compromisso com a dramaturgia. Entre elas estavam Este Mundo É um Hospício, de 1985, O Homem Elefante, de 1990, e sua participação mais recente nos palcos, em Paixão Segundo Nelson, de 2016.
O Retiro dos Artistas, que o acolheu durante seus últimos sete anos de vida, lamentou sua partida em comunicado que ressaltava a importância de sua obra. A instituição destacou que Rezende havia encontrado ali um lar cercado de carinho e cuidado, e que sua história permaneceria viva através de seu legado artístico e na memória daqueles que tiveram o privilégio de conhecê-lo, dentro e fora dos palcos.
Citas Notables
É com profundo pesar que nos despedimos de Rui Rezende, um dos grandes nomes da dramaturgia brasileira— Retiro dos Artistas
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Por que a morte de um ator de 88 anos, ainda que respeitado, merecia ser notícia em uma publicação como a Vogue?
Porque Rui Rezende não era apenas um ator — era um nome que atravessou décadas de televisão, teatro e cinema brasileiros. Roque Santeiro sozinha marcou gerações. Quando alguém assim parte, é um ponto de referência cultural que desaparece.
Mas a causa da morte não foi divulgada. Isso não deixa a história incompleta?
Deixa, sim. Mas às vezes a incompletude é o que temos. O que importa é que ele estava internado há dez dias, que vivia no Retiro dos Artistas desde 2019, que sua carreira foi longa e dedicada. Os detalhes que faltam não apagam os que existem.
O Retiro dos Artistas parece ter sido importante para ele nos últimos anos.
Muito. Sete anos é um tempo considerável. A instituição o acolheu quando muitos artistas envelhecidos precisam de um lugar seguro. Aquele comunicado não era apenas protocolo — era genuíno respeito por alguém que havia dado sua vida à arte.
E quanto aos personagens que ele criou? Algum deles transcendeu a época?
Astromar Junqueira, o lobisomem de Roque Santeiro, é o que permanece mais vivo na memória coletiva. Mas havia outros — Bob Lamb, Menandro Olinda. Nenhum deles era coadjuvante. Rezende tinha o dom de fazer cada papel parecer essencial.