Seus personagens permanecerão vivos na memória de gerações
Rui Rezende, ator que por mais de seis décadas emprestou vida a personagens inesquecíveis da dramaturgia brasileira, faleceu aos 88 anos no Rio de Janeiro. Internado desde o início de julho no Hospital São Francisco na Providência de Deus, ele deixa um legado que atravessa o teatro, o cinema e a televisão — e que encontrou no professor Astromar Junqueira, de 'Roque Santeiro', um de seus rostos mais duradouros na memória coletiva do país. Sua partida encerra um capítulo de uma era em que a televisão brasileira forjava identidades e emocionava gerações.
- Rui Rezende morreu neste domingo, aos 88 anos, após internação que durava desde 2 de julho — encerrando uma trajetória artística de mais de seis décadas.
- O Retiro dos Artistas, onde o ator vivia desde 2019, foi o primeiro a anunciar a perda, descrevendo-o como um dos grandes nomes da dramaturgia nacional.
- Seu papel como o professor Astromar Junqueira em 'Roque Santeiro' (1985) permanece como marca indelével de uma carreira que também passou por 'Bang Bang', 'A Favorita' e, em 2022, pela série 'Bom Dia Verônica'.
- A causa da morte não foi divulgada, e o silêncio em torno dos detalhes contrasta com a amplitude do legado que ele deixa na cultura brasileira.
Rui Rezende morreu neste domingo aos 88 anos, encerrando mais de seis décadas de presença marcante na dramaturgia brasileira. O ator estava internado desde 2 de julho no Hospital São Francisco na Providência de Deus, na Tijuca, onde veio a falecer. Foi o Retiro dos Artistas — instituição onde vivia desde 2019 — que comunicou a perda nas redes sociais, prestando homenagem a um dos grandes nomes do teatro, do cinema e da televisão do país.
Sua carreira atravessou gerações e deixou personagens que resistiram ao tempo. Novelas como 'Voltei pra Você' (1983), 'Bang Bang' (2005) e 'A Favorita' (2008) compõem uma trajetória extensa, mas foi o professor Astromar Junqueira, de 'Roque Santeiro' (1985), que se fixou com mais força na memória do público. Mesmo em seus últimos anos, Rezende manteve a chama acesa: em 2022, atuou na série 'Bom Dia Verônica', seu derradeiro trabalho.
A causa da morte não foi divulgada. O Retiro dos Artistas destacou a dedicação do ator à arte e a capacidade que ele teve de emocionar o público ao longo de tantos anos. Sua partida marca o fim de um capítulo importante da história cultural brasileira — um legado de personagens que, como prometeu a instituição, permanecerão vivos na memória de gerações.
Rui Rezende morreu neste domingo, aos 88 anos, deixando vago um lugar que ocupou por mais de seis décadas na dramaturgia brasileira. O ator estava internado desde o dia 2 de julho no Hospital São Francisco na Providência de Deus, na Tijuca, quando faleceu. A instituição onde vivia desde 2019, o Retiro dos Artistas, foi a primeira a comunicar a perda nas redes sociais, descrevendo-o como um dos grandes nomes do teatro, cinema e televisão do país.
Sua carreira se estendeu por décadas, marcada por personagens que atravessaram gerações. Entre as novelas que o tornaram conhecido estavam "Voltei pra Você", em 1983, "Bang Bang", em 2005, e "A Favorita", em 2008. Mas foi o professor Astromar Junqueira, da novela "Roque Santeiro" de 1985, que se tornou um de seus papéis mais memoráveis — um personagem que permaneceu vivo na memória de quem acompanhou a trama. Seu último trabalho foi em 2022, quando atuou na série "Bom Dia Verônica", mostrando uma carreira que não se apagou facilmente.
O Retiro dos Artistas, ao lamentar sua morte, ressaltou a dedicação de Rezende à arte e o modo como emocionou o público ao longo dos anos. Seus personagens, segundo a instituição, permanecerão vivos na memória de gerações. A causa da morte não foi divulgada. Sua morte marca o encerramento de um capítulo importante da história da televisão e do teatro brasileiro, deixando um legado que atravessou décadas de transformação cultural no país.
Citações Notáveis
Um dos grandes nomes da dramaturgia brasileira que, ao longo de décadas, emocionou o público com seu talento nos palcos, no cinema e na televisão— Retiro dos Artistas
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Por que a morte de Rui Rezende importa agora, em 2026, quando tantos atores já se foram?
Porque ele foi um dos últimos elos com a era de ouro das novelas brasileiras. Quando você pensa em "Roque Santeiro", pensa nele. Gerações cresceram vendo seu rosto.
Ele estava vivo até pouco tempo atrás, então. Atuando em 2022.
Sim. Não era um nome esquecido. Estava no Retiro dos Artistas desde 2019, mas continuava trabalhando. Isso diz algo sobre ele — não se aposentou, não desapareceu.
O que muda agora que ele se foi?
A memória fica mais frágil. Enquanto ele vivia, havia uma ponte entre o público e aqueles personagens. Agora eles existem apenas em gravações, em reruns, na lembrança de quem os viu.
Você acha que as novelas dele ainda são assistidas?
Algumas, sim. "Roque Santeiro" é clássico. Mas a maioria das pessoas que as veem agora não conhece o rosto dele. Para elas, ele é um nome nos créditos. Para quem viveu aquela época, é diferente.
E o Retiro dos Artistas? Qual é o papel daquele lugar?
É um abrigo para artistas que envelheceram, que não têm recursos. Rezende viveu lá os últimos sete anos de sua vida. Diz algo sobre como tratamos nossos criadores quando envelhecem.