No limiar entre espécies, a ciência brasileira deu um passo silencioso e significativo: o primeiro porco clonado em solo nacional viveu quase quatro meses em Piracicaba, cumprindo sua missão dentro de um projeto da USP voltado ao xenotransplante — a arte ainda incipiente de transferir órgãos entre espécies distintas. A morte do animal, antecipada por restrições financeiras, não apaga o que foi aprendido; antes, encerra uma etapa de uma jornada que pode, um dia, redefinir os limites da medicina regenerativa.