Herdeira presuntiva que permanecia em coma enquanto a sucessão real ficava em suspenso
A morte da princesa Bajrakitiyabha Mahidol, aos 47 anos, encerra um silêncio de mais de três anos em que a Tailândia aguardava, em suspense, o destino de sua herdeira presuntiva. Filha mais velha do rei Maha Vajiralongkorn, ela havia colapsado em dezembro de 2022 durante um treinamento com cães e nunca mais recuperou a consciência. Sua partida não é apenas a perda de uma vida jovem e de uma carreira dedicada à diplomacia e à justiça — é também o retorno de uma pergunta que as monarquias sempre carregam: quem virá depois?
- Após 1.095 dias em coma, a princesa Bajrakitiyabha morreu sem jamais ter recuperado a consciência, encerrando uma vigília nacional que durava desde dezembro de 2022.
- Uma infecção estomacal que evoluiu para inflamação intestinal, queda de pressão e arritmia cardíaca acelerou a deterioração de um estado de saúde que já era irreversível.
- Considerada a herdeira presuntiva e nomeada general pelo próprio pai em 2021, sua morte retira do tabuleiro a figura mais preparada e influente para suceder o trono tailandês.
- Com o rei Maha Vajiralongkorn aos 73 anos e sem herdeiro oficialmente declarado, a questão da sucessão volta a dominar o centro das atenções políticas da Tailândia.
- O corpo será velado no Grande Palácio de Bangkok, e as cerimônias seguirão os rituais tradicionais da realeza tailandesa — um adeus formal a uma princesa que nunca chegou a reinar.
A princesa Bajrakitiyabha Mahidol, filha mais velha do rei Maha Vajiralongkorn, morreu aos 47 anos na sexta-feira, 12 de junho. O Palácio Real confirmou o falecimento após mais de três anos em que ela permaneceu em coma, deixando a Tailândia em suspenso quanto ao futuro da monarquia.
Tudo começou em dezembro de 2022, quando a princesa sofreu um colapso cardíaco durante um treinamento com cães. Nos meses seguintes, recebeu tratamento intensivo contínuo, com suporte pulmonar e renal. Em abril deste ano, uma infecção estomacal evoluiu para inflamação intestinal, provocando queda de pressão e arritmia cardíaca. Seu estado apenas piorou até o fim.
Conhecida como princesa Bha, ela estava longe de ser uma figura decorativa. Formada em Direito pela Universidade Cornell, construiu carreira em diplomacia e justiça — trabalhou junto à ONU em Nova York e serviu como embaixadora na Áustria entre 2012 e 2014, período em que se destacou por defender reformas no sistema prisional, especialmente para mulheres em situação de vulnerabilidade. Em 2021, o rei a nomeou chefe de gabinete de sua guarda pessoal e lhe concedeu a patente de general, ampliando sua influência dentro da monarquia.
Como filha mais velha, era apontada como herdeira presuntiva do trono. Sua morte reabre uma questão que permanecia em aberto: quem governará a Tailândia após o rei, que tem 73 anos e ainda não anunciou oficialmente seu sucessor. O corpo será velado no Grande Palácio de Bangkok, e as cerimônias seguirão os rituais tradicionais da realeza tailandesa.
A princesa Bajrakitiyabha Mahidol, filha mais velha do rei Maha Vajiralongkorn, morreu aos 47 anos nesta sexta-feira, 12 de junho. O Palácio Real anunciou o falecimento após mais de três anos em coma — um período que deixou a Tailândia em suspenso quanto ao futuro da monarquia e ao papel que ela ocuparia na sucessão real.
Tudo começou em dezembro de 2022, quando a princesa sofreu um colapso cardíaco durante um treinamento com cães. O incidente a levou a um coma do qual nunca acordaria. Durante os 1.095 dias que se seguiram, ela recebeu tratamento intensivo contínuo, com médicos utilizando medicamentos e equipamentos para manter suas funções pulmonares e renais operacionais. Em abril deste ano, uma infecção estomacal evoluiu para inflamação intestinal, provocando queda da pressão arterial e arritmia cardíaca. Apesar dos esforços da equipe médica, seu estado de saúde apenas piorou.
Bajrakitiyabha — conhecida como princesa Bha — não era uma figura periférica na família real. Nascida em 7 de dezembro de 1978, era a primeira dos sete filhos do rei com sua primeira esposa, a princesa Soamsawali. Formada em Direito pela Universidade Cornell, nos Estados Unidos, construiu uma carreira notável em diplomacia e justiça. Trabalhou na missão diplomática tailandesa junto à Organização das Nações Unidas em Nova York e, entre 2012 e 2014, serviu como embaixadora da Tailândia na Áustria. Nesse período, aproximou-se do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime e ganhou reconhecimento por defender reformas no sistema prisional, com ênfase em políticas para mulheres em situação de vulnerabilidade.
Em 2021, o rei a nomeou chefe de gabinete de sua guarda pessoal e lhe concedeu a patente de general — decisões que ampliaram significativamente sua influência dentro da estrutura da monarquia. Ela era apontada por monarquistas como uma das principais lideranças para o futuro da instituição, e como filha mais velha, era a herdeira presuntiva do trono.
Sua morte reabre uma questão que permanecia em suspenso: quem governará a Tailândia após o rei Maha Vajiralongkorn, que agora tem 73 anos e ainda não anunciou oficialmente seu herdeiro. O corpo da princesa será velado no Grande Palácio de Bangkok, e as cerimônias fúnebres seguirão os rituais tradicionais reservados aos membros da família real tailandesa. Com sua morte, a sucessão real volta a ser o centro das atenções políticas do país.
Citas Notables
A princesa recebeu tratamento intensivo durante mais de três anos, mas em abril deste ano uma infecção estomacal evoluiu para inflamação intestinal, provocando queda da pressão arterial e arritmia cardíaca— Palácio Real da Tailândia
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Por que a morte dela importa tanto para a Tailândia além do luto familiar?
Porque ela era a herdeira presuntiva. Não era apenas uma princesa — era a filha mais velha do rei, formada em Direito, com carreira internacional. Muitos monarquistas a viam como a continuidade natural.
E agora o rei tem 73 anos sem ter dito quem vem depois?
Exatamente. Ela estava em coma, mas viva. Enquanto isso, a questão da sucessão ficava em suspenso. Agora ela se foi, e o rei ainda não respondeu a pergunta que todos fazem.
Ela era ativa politicamente antes do colapso?
Muito. Embaixadora na Áustria, trabalhou na ONU, defendeu reformas no sistema prisional. Em 2021, o rei a nomeou chefe de sua guarda pessoal e a promoveu a general. Ela estava sendo posicionada.
O que causou o colapso em 2022?
Um problema cardíaco durante um treinamento com cães. Simples assim. Ninguém esperava que ela não acordasse.
Três anos é muito tempo para estar em coma. Como a família lidou com isso?
O Palácio manteve o tratamento intensivo o tempo todo. Mas em abril deste ano, uma infecção estomacal evoluiu para inflamação intestinal. Depois disso, tudo piorou rapidamente.
E agora a Tailândia fica sem saber quem é o próximo?
Fica. O rei ainda não disse nada oficialmente. É um vazio político em um momento delicado.