Um fio rompido que deveria ter sido consertado
Em Riacho Doce, Alagoas, uma criança de oito anos morreu eletrocutado ao pisar em um fio rompido enquanto brincava de futebol — um perigo que já havia sido denunciado à distribuidora de energia sem que qualquer reparo fosse feito. A morte de Lucas Antonio revela como a negligência institucional pode transformar a infância em território de risco. Moradores bloquearam a rodovia AL-101 Norte em busca de respostas que os canais formais não souberam dar a tempo.
- Uma criança correu atrás de uma bola e pisou em um fio elétrico exposto — um perigo que não deveria estar ali.
- Uma moradora havia alertado a Equatorial sobre o fio rompido por telefone e WhatsApp, mas nenhuma ação preventiva foi tomada antes da tragédia.
- Técnicos da própria distribuidora estavam no local no momento do acidente e tentaram salvar Lucas, mas ele não resistiu.
- Revoltados, moradores fecharam a AL-101 Norte nos dois sentidos para exigir responsabilização pública pela morte do menino.
- A Polícia Civil abriu inquérito e a Equatorial prometeu investigação, mas as perguntas sobre negligência ainda aguardam resposta.
Na manhã de segunda-feira, moradores de Riacho Doce bloquearam a rodovia AL-101 Norte para exigir respostas sobre a morte de Lucas Antonio, oito anos, eletrocutado dois dias antes enquanto jogava futebol com amigos. A bola saiu do campo, ele correu para buscá-la e pisou em um fio rompido que estava exposto no chão. A descarga elétrica o atingiu.
Por coincidência, uma equipe da Equatorial passava pela rua naquele momento. Um técnico, usando luvas de proteção, conseguiu afastar a criança do fio e iniciou os primeiros socorros. Lucas foi levado à UPA do Jacintinho, mas não sobreviveu.
O que torna a tragédia ainda mais pesada é o que veio antes. Suely Marques, moradora do bairro, havia notificado a Equatorial sobre o fio partido e a falta de energia — por telefone e por WhatsApp. Os avisos não geraram reparo. O fio permaneceu exposto até o momento em que Lucas correu em sua direção.
A distribuidora informou ter recebido uma chamada às 8h32 daquele sábado e enviado equipe imediatamente — a mesma que chegou a tempo de tentar salvar a criança, mas não de evitar o acidente. A Polícia Civil abriu inquérito. A Equatorial prometeu apuração. E os moradores, ao fechar a rodovia, fizeram a pergunta que ainda não tem resposta: por que um fio rompido ficou esperando, em um lugar onde crianças brincavam, até que fosse tarde demais?
Na manhã de segunda-feira, 31 de janeiro, os moradores de Riacho Doce tomaram a AL-101 Norte nos dois sentidos. Bloquearam a rodovia para exigir respostas sobre a morte de Lucas Antonio, uma criança de oito anos que havia sido eletrocutado dois dias antes, no sábado. O menino estava fazendo o que crianças fazem — jogando futebol com amigos no bairro — quando a bola saiu do campo. Ele correu para recuperá-la e pisou em um fio rompido que estava ali, exposto. A descarga elétrica o atingiu.
O que poderia ter sido uma tragédia sem testemunhas se tornou um acidente documentado pela presença de uma equipe da Equatorial que passava pela rua naquele exato momento. Um dos técnicos, usando luvas de proteção, conseguiu desligar a criança do fio e iniciou os primeiros socorros. Lucas foi levado à Unidade de Pronto Atendimento do Jacintinho, mas não sobreviveu. Morreu na unidade de saúde.
Suely Marques, uma das moradoras do bairro, conhecia bem o perigo que rondava aquele campo. Ela havia ligado para a Equatorial. Havia enviado mensagens pelo WhatsApp. Havia avisado sobre o fio partido e sobre a falta de energia que afetava o bairro. Seus avisos não geraram ação. Quando a bola saiu do campo e Lucas correu, o fio continuava ali, esperando.
A Polícia Civil abriu inquérito para investigar as circunstâncias do acidente. A Equatorial, em nota oficial, lamentou profundamente o ocorrido e informou que iniciaria uma verificação minuciosa. A empresa revelou que havia recebido uma chamada às 8h32 daquele sábado e enviou imediatamente uma equipe — a mesma que chegou a tempo de tentar salvar a criança, mas não a tempo de evitar o acidente. A distribuidora disse que continuava apurando todos os detalhes.
O que fica em aberto é a pergunta que os moradores fazem ao bloquear a rodovia: por que um fio rompido permanecia exposto em um local onde crianças brincavam? Por que os avisos de Suely Marques não resultaram em reparo preventivo? A morte de Lucas Antonio não é apenas um acidente — é o ponto final de uma sequência de negligências que agora exige investigação.
Citas Notables
Uma equipe da Equatorial estava passando por aqui quando o menino recebeu o choque, eles pararam o carro, um dos técnicos colocou aquelas luvas e desprendeu a criança— Suely Marques, moradora de Riacho Doce
A Equatorial lamenta profundamente o ocorrido e informa que iniciou uma verificação minuciosa para identificar as causas e circunstâncias do acidente— Equatorial Alagoas, em nota oficial
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Por que os moradores decidiram fechar a rodovia especificamente naquele dia?
Porque era segunda-feira, 31 de janeiro, e Lucas tinha morrido no sábado. O luto ainda era fresco, e a raiva de que isso poderia ter sido evitado era maior ainda. Eles precisavam que alguém ouvisse.
A Equatorial estava realmente negligente, ou foi apenas um acaso trágico?
Suely Marques havia avisado a empresa sobre o fio rompido antes do acidente. Não era um acaso desconhecido. Era um perigo que havia sido reportado e não foi reparado.
O técnico que fez os primeiros socorros — ele trabalha para a mesma empresa que deixou o fio exposto?
Sim. Havia uma equipe passando pela rua naquele momento, por coincidência. Um dos técnicos usou suas luvas de proteção para salvar a criança. Mas ele estava ali por acaso, não porque a empresa havia enviado alguém para consertar o fio que Suely havia denunciado.
Então a empresa salvou a criança mas não a protegeu?
Exatamente. Eles chegaram a tempo de tentar ressuscitar Lucas, mas não chegaram a tempo de evitar que ele fosse eletrocutado. A questão que fica é: por que não chegaram antes, quando foram avisados?
O que acontece agora com a investigação?
A Polícia Civil abriu inquérito. A Equatorial promete investigar as causas. Mas para os moradores que bloquearam a rodovia, a causa já é clara: um fio rompido que deveria ter sido consertado.