Modric desabafa após Croácia eliminar Brasil: 'Ninguém acreditava na gente'

Ninguém acreditava que a gente poderia chegar, mas nosso grupo sim
Modric reflete sobre como a Croácia foi subestimada, mas manteve a convicção interna de avançar.

No Catar, uma nação pequena voltou a desafiar a lógica do futebol mundial. A Croácia eliminou o Brasil nos pênaltis e avançou à semifinal da Copa de 2022, com Luka Modric lembrando ao mundo que convicção e identidade nacional podem superar o favoritismo. O resultado não foi apenas uma virada esportiva, mas o reflexo de um povo que aprendeu, fora dos gramados, o que significa não se render.

  • O Brasil abriu o placar com Neymar na prorrogação e parecia encaminhar a classificação, mas Petkovic igualou para a Croácia e levou a decisão aos pênaltis.
  • Nos pênaltis, a frieza croata prevaleceu sobre a pressão brasileira, com placar de 4 a 2 e a eliminação de uma das seleções mais aguardadas do torneio.
  • Modric desabafou em entrevista ao SporTV: o mundo duvidava, mas dentro do grupo havia uma fé inabalável na classificação.
  • O capitão croata evocou a história de independência do país para explicar a paixão que move aquele elenco — vestir a camisa vai além do futebol.
  • A Croácia, nação de poucos milhões de habitantes, repete o feito de 2018 e volta às semifinais de uma Copa do Mundo, aguardando o vencedor de Argentina e Holanda.

A Croácia eliminou o Brasil nos pênaltis e garantiu vaga na semifinal da Copa do Mundo 2022. No estádio Cidade da Educação, os 90 minutos regulamentares terminaram em 1 a 1, com gols de Neymar e Petkovic. A prorrogação não desempatou, e a decisão foi para as penalidades, onde os croatas venceram por 4 a 2.

Depois da classificação, Luka Modric concedeu entrevista ao SporTV e não escondeu a emoção. O meio-campista do Real Madrid reconheceu que poucos acreditavam nas chances croatas, mas garantiu que o grupo nunca duvidou de si mesmo. Veteranos de 2018 e jovens estreantes compartilhavam um mesmo propósito: honrar a camisa.

Modric foi além do futebol ao mencionar a história da Croácia como nação — as lutas pela independência e o que elas significam para quem representa o país. A recusa em se render, segundo ele, não era apenas uma estratégia de jogo, mas uma herança cultural.

Aos 37 anos, Modric segue como voz e símbolo dessa jornada improvável. A Croácia volta ao campo na terça-feira, 13 de dezembro, para enfrentar o vencedor de Argentina e Holanda, em busca de uma vaga na final.

A Croácia eliminou o Brasil nos pênaltis e avançou à semifinal da Copa do Mundo 2022, e Luka Modric não escondeu a emoção de quem acaba de vencer uma batalha que poucos acreditavam ser possível. No estádio Cidade da Educação, os dois times empataram em 1 a 1 durante os 90 minutos regulamentares, com Neymar marcando para o Brasil e Petkovic igualando para os croatas. A prorrogação também não resolveu, mantendo o placar empatado, e a decisão foi para os pênaltis, onde a Croácia prevaleceu por 4 a 2.

Após a classificação, Modric concedeu entrevista ao SporTV e deixou clara a dimensão do que havia sido conquistado. O meio-campista do Real Madrid falou sobre como o mundo externo duvidava das possibilidades croatas, mas que dentro do grupo havia uma convicção diferente. Ele reconheceu que alguns jogadores já haviam chegado à final da Copa anterior, enquanto outros eram mais jovens, e que todos compartilhavam um propósito comum: demonstrar o peso de vestir aquela camisa.

O discurso de Modric tocou em algo mais profundo que apenas futebol. Ele mencionou a história da Croácia como nação, lembrando das dificuldades enfrentadas para conquistar a independência, e como isso alimentava a paixão dos jogadores em servir o país. Não era apenas sobre vencer um jogo de futebol; era sobre representar algo que transcendia o esporte. A recusa em se render, conforme suas palavras, refletia uma mentalidade que havia levado aquele grupo até ali, contra as expectativas.

Com a vitória, a Croácia garantiu seu lugar na semifinal do torneio do Qatar. O próximo adversário seria definido no mesmo dia, 9 de dezembro, quando Argentina e Holanda se enfrentariam. Os croatas retornariam ao campo na terça-feira seguinte, 13 de dezembro, às 16 horas, para disputar uma vaga na final.

O resultado representava mais do que uma eliminação para o Brasil. Era a confirmação de que a Croácia, uma nação pequena em população, havia novamente chegado às fases finais de uma Copa do Mundo, repetindo o feito de quatro anos antes, quando foi vice-campeã. E Modric, aos 37 anos, continuava sendo a voz e o símbolo dessa jornada improvável.

É uma equipe forte, ninguém acreditava que a gente poderia chegar à semifinal, mas nosso grupo sim. Nós sofremos muito para conquistar nossa independência, como nação, isso nós dá orgulho.
— Luka Modric, ao SporTV
The Hearth Conversation Another angle on the story
Inventor

Por que Modric sentiu necessidade de falar sobre ninguém acreditar na Croácia? Não era óbvio que eles eram fortes?

Model

Porque a Croácia é pequena. Tem menos gente que muitas cidades brasileiras. Quando você vem de um lugar assim e chega a uma semifinal de Copa do Mundo, duas vezes em seguida, isso não é normal. As pessoas veem o tamanho do país e já descartam.

Inventor

Mas ele disse que o grupo acreditava. Como se mantém essa fé quando o mundo inteiro duvida?

Model

Ele mencionou a história. A Croácia lutou pela independência, sofreu para existir como nação. Quando você carrega isso, quando você sabe o que seu povo passou, vestir a camisa não é só um uniforme. É um peso que te sustenta.

Inventor

Neymar marcou, Petkovic empatou. Dois gols que poderiam ter definido tudo, mas não definiram.

Model

Exatamente. E nos pênaltis, a Croácia foi mais fria. Isso também fala sobre mentalidade. Eles já tinham passado por isso antes, em 2018. Sabiam como era.

Inventor

Modric tem 37 anos. Ele vai jogar a semifinal?

Model

Provavelmente. Ele é o capitão, é a liderança. Naquele momento, falando para a câmera, ele era o rosto daquela classificação impossível.

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