Nenhum cenário domina completamente o outro
Quando a matemática encontra o futebol, o acaso ganha contornos mais nítidos — mas não desaparece. A Escola de Matemática Aplicada da FGV, recorrendo a modelos bayesianos e ao método Dixon-Coles, projeta a França como leve favorita diante do Marrocos nas quartas de final da Copa de 2026, com 42,1% de probabilidade de vitória. É a terceira vez que a instituição constrói esse tipo de modelo para uma Copa do Mundo, lembrando-nos de que a ciência pode iluminar o provável, mas jamais domesticar o imprevisível.
- A FGV mobilizou seu arsenal matemático — simulações em larga escala, inferência bayesiana e o refinado método Dixon-Coles — para mapear as chances de um dos duelos mais aguardados das quartas de final.
- A tensão do confronto está nos números: França lidera com 42,1%, mas o empate (31,6%) e o Marrocos (26,3%) mantêm o jogo em aberto, sem que nenhum cenário domine com folga.
- O modelo vai além do vencedor e aponta o placar mais provável: vitória francesa por 1 a 0 (16,4%), seguida do 0 a 0 (15,5%) e do 1 a 1 (12,9%) — juntos, quase metade de todas as possibilidades simuladas.
- A bola rola nesta quinta-feira às 17h em Boston, com transmissão gratuita pela CazéTV no YouTube, e os números já fizeram sua parte — resta ao campo confirmar ou desmentir a matemática.
A Fundação Getúlio Vargas voltou a colocar seus modelos a serviço do futebol. Desta vez, a missão era projetar o duelo entre França e Marrocos nas quartas de final da Copa do Mundo de 2026, marcado para esta quinta-feira em Boston.
A Escola de Matemática Aplicada da FGV alimentou um sistema que combina abordagem bayesiana com o método Dixon-Coles, rodando milhares de simulações para identificar padrões além do alcance do olho humano. O resultado aponta para um jogo equilibrado, mas com vantagem francesa: 42,1% de probabilidade de vitória para a seleção europeia, 26,3% para o Marrocos e 31,6% para o empate. Nenhum cenário esmaga os demais.
Nos placares mais prováveis, o modelo é ainda mais preciso: vitória da França por 1 a 0 lidera com 16,4%, seguida do empate sem gols com 15,5% e do 1 a 1 com 12,9%. Somados, esses três resultados cobrem quase metade de todas as possibilidades simuladas.
Esta é a terceira Copa do Mundo para a qual a FGV constrói um modelo preditivo, refinando suas técnicas a cada edição. A partida será transmitida pela CazéTV no YouTube às 17h, horário de Brasília. Os números já disseram o que tinham a dizer — o que a bola dirá é outra história.
A Fundação Getúlio Vargas colocou seus computadores para trabalhar novamente. Desta vez, a tarefa era simples em aparência: qual seleção tem mais chance de vencer quando França e Marrocos se encontrarem nas quartas de final da Copa do Mundo de 2026, nesta quinta-feira em Boston?
A resposta veio da Escola de Matemática Aplicada da instituição, que alimentou um modelo sofisticado com dados de centenas de partidas. O sistema combina abordagem bayesiana com o método Dixon-Coles, rodando milhares de simulações para extrair padrões que o olho humano dificilmente capturaria. Não é adivinhação. É matemática.
O resultado aponta para um jogo equilibrado, mas com vantagem francesa. A seleção europeia sai na frente com 42,1% de probabilidade de vitória. O Marrocos, que chegou até aqui com uma campanha surpreendente, tem 26,3% de chances. O empate, aquele resultado que deixa tudo em aberto, marca presença com 31,6% de probabilidade. Nenhum cenário domina completamente o outro. Trata-se de um confronto onde qualquer coisa pode acontecer, mas a França parte com uma ligeira vantagem.
Quando se trata de prever o placar exato, o modelo fica ainda mais específico. A vitória francesa por 1 a 0 lidera as projeções com 16,4% de chance. Logo atrás vem o empate sem gols, 0 a 0, com 15,5%. Completa o trio de cenários mais prováveis o empate por 1 a 1, com 12,9%. Esses três resultados, somados, representam quase metade de todas as possibilidades que o modelo enxerga.
Este não é o primeiro exercício do tipo para a FGV. A instituição mantém uma tradição de aplicar métodos quantitativos ao futebol durante as Copas do Mundo. Esta é a terceira edição do torneio para a qual a escola constrói um modelo preditivo, refinando suas técnicas a cada ciclo.
A partida está marcada para as 17h no horário de Brasília, em Boston, nos Estados Unidos. Quem quiser acompanhar terá acesso pela CazéTV no YouTube, plataforma que transmite todas as partidas da Copa 2026. Até lá, os números já disseram o que tinham a dizer. O que a bola dirá é outra história.
Citações Notáveis
O confronto promete equilíbrio, com a seleção francesa surgindo como leve favorita diante da resistência marroquina— Escola de Matemática Aplicada da FGV
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Por que a FGV decidiu criar um modelo matemático para prever resultados de futebol?
A instituição tem uma tradição de aplicar métodos quantitativos ao esporte durante as Copas. É uma forma de testar se a matemática consegue capturar padrões que explicam o resultado de partidas.
Mas futebol não é imprevisível por natureza? Como a matemática lida com isso?
Exatamente por isso. O modelo não tenta eliminar a incerteza, apenas mapeá-la. Usa dados históricos para entender probabilidades, não para prever certezas.
Qual é a diferença entre o método bayesiano e o Dixon-Coles que vocês usam?
O bayesiano atualiza probabilidades conforme novos dados chegam. Dixon-Coles é específico para futebol, capturando padrões de gols que outros métodos perdem.
Se França tem 42% de chance, isso significa que em dez jogos iguais, venceria quatro vezes?
Aproximadamente. Mas lembre-se: este é um jogo único. O modelo diz que a França é favorita, mas Marrocos tem uma chance real de ganhar.
O que surpreende mais: a probabilidade de empate ser tão alta?
Sim. Muitas pessoas esperariam um favoritismo maior da França. Mas o modelo vê Marrocos como um adversário resistente, capaz de segurar o resultado.
E o placar 1 a 0 para a França ser o mais provável?
Faz sentido. Partidas de quartas de final tendem a ser defensivas. Um gol de diferença é um resultado comum quando uma seleção tem leve superioridade.