Modelo encontrada morta em mala em Bogotá trocou mensagens com amiga dias antes

Natalia Villalba, modelo de 36 anos, encontrada morta dentro de mala em apartamento de luxo em Bogotá, vítima de traumatismo craniano contuso.
Aquele sinal fixo, aquele silêncio que durava dias
O rastreamento do celular de Natalia revelou que o dispositivo permanecia imóvel no apartamento onde ela estava hospedada.

Em Bogotá, o silêncio de uma amiga tornou-se o fio que conduziu a polícia até um apartamento de luxo em Chapinero, onde Natalia Villalba, modelo de 36 anos, foi encontrada morta dentro de uma mala cinza. A causa da morte, traumatismo craniano contuso, transforma o que parecia um desaparecimento silencioso em um caso de homicídio investigado pelas autoridades colombianas. No centro da investigação está a visita de um cidadão britânico identificado como Matthew Foster, cuja presença no apartamento era desconhecida até mesmo pela amiga mais próxima de Natalia.

  • Uma mulher doente, hospedada sozinha em um Airbnb desde 3 de junho, deixou de responder mensagens na sexta-feira, 19 de junho, e seu silêncio durou dias sem que ninguém soubesse o motivo.
  • A amiga Cristina, ao rastrear o celular de Natalia e perceber que o dispositivo permanecia imóvel no mesmo endereço, acionou as autoridades — e o sinal parado revelou o impensável.
  • Os exames do Instituto de Medicina Legal confirmaram traumatismo craniano contuso, transformando a preocupação de uma amiga em uma investigação de homicídio.
  • A polícia identificou a visita do britânico Matthew Foster ao apartamento 702 como ponto central da investigação, uma presença que a própria Cristina desconhecia completamente.
  • O caso permanece aberto enquanto as autoridades reconstroem quem entrou naquele quarto, em que momento, e o que aconteceu com uma mulher que esperava apenas se recuperar de um vírus.

Na segunda-feira, 22 de junho, a polícia de Bogotá chegou ao apartamento 702 em Chapinero e encontrou Natalia Villalba, modelo de 36 anos, dentro de uma mala cinza. Os exames forenses confirmaram traumatismo craniano contuso como causa da morte. O que levou as autoridades até ali foi a persistência de uma amiga.

Cristina havia trocado mensagens com Natalia nos dias anteriores. Natalia estava doente — um vírus, dores no estômago, no corpo. Cristina sugeriu remédios e comida por delivery. Natalia ligou de volta dizendo que se sentia melhor. Na sexta-feira, 19 de junho, o silêncio começou. O celular desligou. As mensagens pararam de ser entregues.

Nos dias seguintes, Cristina tentou se convencer de que havia explicações simples: talvez Natalia tivesse voltado para Cúcuta, sua cidade natal, onde estivera na semana anterior resolvendo documentação eleitoral e visitando a família. Talvez estivesse sem sinal, ou simplesmente descansando. Na segunda-feira, quando escreveu novamente sem resposta, decidiu rastrear o celular da amiga. O dispositivo estava ligado, mas não se movia — fixo no mesmo apartamento alugado por temporada onde Natalia estava hospedada desde 3 de junho. Aquele sinal imóvel foi o suficiente para acionar as autoridades.

A investigação agora se concentra na visita de um britânico identificado como Matthew Foster ao apartamento. Para Cristina, o nome era completamente desconhecido — nenhuma foto, nenhuma menção, nenhum relacionamento que ela soubesse. A presença dele nos últimos dias de vida de Natalia é hoje o centro da atenção da polícia, que tenta reconstruir o que aconteceu entre as paredes daquele quarto onde uma mulher esperava, simplesmente, se recuperar.

Na segunda-feira, 22 de junho, a polícia de Bogotá chegou a um apartamento de luxo no bairro de Chapinero e encontrou o corpo de Natalia Villalba, uma modelo de 36 anos, enfiado dentro de uma mala cinza. Os exames forenses do Instituto de Medicina Legal revelaram que ela havia sofrido um traumatismo craniano contuso. O que levou as autoridades até aquele quarto no apartamento 702, na zona norte da cidade, foi algo simples e devastador: o rastreamento do celular de uma amiga preocupada.

Cristina, como foi identificada essa amiga próxima, havia trocado mensagens com Natalia nos dias que antecederam sua morte. A última vez que as duas se viram pessoalmente foi na quinta-feira, 18 de junho. No dia seguinte, a comunicação simplesmente parou. O celular de Natalia desligou. As mensagens deixaram de ser entregues. Cristina, em depoimento ao podcast Conducta Delictiva, descreveu aqueles últimos dias de contato: Natalia estava doente, reclamando de um vírus, dores no estômago, dores no corpo. Cristina sugeriu que ela pedisse remédios à farmácia e comida ao domicílio, para não precisar sair da cama. Natalia concordou, tomou alguns comprimidos e ligou de volta dizendo que se sentia melhor.

Mas na sexta-feira, 19 de junho, nada. Silêncio. Cristina pensou que talvez Natalia tivesse voltado para Cúcuta, sua cidade natal, onde havia passado a semana anterior resolvendo documentação para as eleições presidenciais e visitando a família. Talvez não tivesse sinal. No domingo, ela imaginou que Natalia estivesse dormindo mais, aproveitando o tempo com os parentes. Na segunda-feira, quando escreveu novamente e não recebeu resposta, a preocupação virou algo mais urgente.

Foi quando Cristina decidiu rastrear a localização do celular de Natalia. O dispositivo estava ligado, mas não se movia. Permanecia no apartamento alugado por temporada onde Natalia estava hospedada desde 3 de junho. Aquele sinal fixo, aquele telefone que não se movia, aquele silêncio que durava dias — tudo isso levou Cristina a avisar as autoridades. E foi assim que encontraram o corpo.

A investigação agora se concentra em uma visita que Natalia recebeu naquele apartamento. Um britânico identificado como Matthew Foster esteve lá. Para Cristina, isso foi uma surpresa total. Ela nunca havia ouvido Natalia falar sobre ele, nunca havia visto uma foto, nunca havia qualquer menção de um relacionamento. A visita apareceu do nada, nos últimos dias de vida de Natalia, e agora é o centro da atenção da polícia. As autoridades investigam quem entrou naquele apartamento, quando, e o que aconteceu entre as paredes daquele quarto onde uma mulher doente, longe de casa, esperava se recuperar.

Cristina sugeriu que Natalia pedisse remédios à farmácia e comida ao domicílio, pois estava muito doente com um vírus e dores no corpo
— Depoimento de Cristina ao podcast Conducta Delictiva
A visita do britânico foi uma surpresa, pois Cristina nunca havia ouvido falar dele e não o tinha visto em nenhuma foto
— Cristina, amiga próxima de Natalia Villalba
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Inventor

Por que o celular foi tão importante para encontrar o corpo?

Model

Cristina estava preocupada porque Natalia simplesmente desapareceu das mensagens. Quando rastreou o telefone, viu que ele estava parado no apartamento, não se movia. Aquele sinal fixo, aquele silêncio — foi o que a levou a chamar a polícia.

Inventor

Natalia estava doente naqueles dias?

Model

Sim, muito. Ela reclamava de um vírus, dores no estômago, dores no corpo. Cristina até sugeriu que pedisse remédio entregue em casa. Natalia tomou comprimidos e disse que se sentia melhor. Mas no dia seguinte, nada.

Inventor

E esse britânico, Matthew Foster — Cristina sabia que ele ia visitá-la?

Model

Não. Foi uma surpresa completa. Cristina nunca havia ouvido falar dele, nunca vira uma foto. Natalia nunca havia mencionado nenhum relacionamento com ele. A visita apareceu do nada.

Inventor

Qual era o plano de Natalia naquela semana?

Model

Ela havia ido para Cúcuta resolver documentação para as eleições, passar tempo com a família. Depois voltaria para Bogotá e depois para casa novamente para o segundo turno das eleições em 21 de junho. Mas nunca saiu daquele apartamento.

Inventor

Como Cristina se sentiu quando descobriu?

Model

Deve ter sido devastador. Ela estava tentando cuidar de uma amiga doente à distância, sugerindo remédios, comida. E tudo que tinha era o silêncio de um telefone que não se movia.

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