Mistério de 30 anos: alpinista 'Botas Verdes' do Everest é identificado

Dorje Morup, alpinista indiano de 47 anos, morreu congelado no Everest em 1996 após ignorar aviso de tempestade e continuar escalada sozinho.
Três décadas congelado, servindo como ponto de referência para outros escaladores
O corpo de Dorje Morup permaneceu visível no gelo do Everest desde 1996, até ser identificado por DNA em 2026.

Por trinta anos, um par de botas verdes foi o único epitáfio de um homem no teto do mundo. Agora, o DNA devolveu ao alpinista indiano Dorje Morup aquilo que o gelo havia preservado mas o tempo havia apagado: um nome, uma história e a possibilidade de um descanso digno. A montanha guarda seus mortos com indiferença; cabe aos vivos o trabalho lento e necessário de restituir identidade aos que partiram.

  • Durante 30 anos, expedições inteiras usaram o cadáver congelado de Morup como ponto de referência de rota, sem saber de quem era o corpo.
  • A identidade equivocada persistiu por décadas — o mundo acreditava que as botas verdes pertenciam a outro alpinista indiano, Tsewang Paljor, 19 anos mais jovem.
  • Em maio de 1996, Morup ignorou o alerta de uma nevasca violenta e seguiu sozinho enquanto três companheiros recuavam, uma decisão que selou seu destino a mais de 8 mil metros.
  • A Polícia de Fronteira Indo-Tibetana encerrou o mistério com análise de DNA, confirmando que o homem das botas verdes era Dorje Morup, 47 anos.
  • Autoridades aguardam o avanço do degelo no verão para tentar resgatar o corpo da zona da morte e oferecer ao alpinista o sepultamento negado por três décadas.

Por trinta anos, um corpo congelado acima de oito mil metros no Everest foi conhecido apenas pelas botas verdes que ainda calçava. Alpinistas de todo o mundo passavam pela chamada 'caverna do Botas Verdes' e seguiam em frente, usando aquele ponto macabro como referência de rota. Agora, uma análise de DNA encerrou o mistério: o homem era Dorje Morup, alpinista indiano de 47 anos, morto em maio de 1996.

Morup integrava uma expedição de seis membros da Polícia de Fronteira Indo-Tibetana que tentava conquistar o Everest pela face norte. No dia 10 de maio, uma nevasca violenta surpreendeu a equipe próxima ao cume. Três companheiros optaram por recuar. Morup escolheu continuar sozinho — e essa escolha custou-lhe a vida.

A confusão sobre sua identidade durou décadas. Muitos acreditavam que o corpo pertencia a Tsewang Paljor, outro alpinista indiano de apenas 28 anos. Expedições sucessivas passaram pelo mesmo local sem que o equívoco fosse corrigido. As botas verdes tornavam os restos mortais inconfundíveis, mas o nome verdadeiro permanecia enterrado junto com ele.

Após a confirmação do DNA pela Polícia de Fronteira Indo-Tibetana, as autoridades planejam agora uma operação de resgate. As equipes aguardam o verão, quando o degelo tornará a missão menos perigosa naquela região onde o ar rarefeito começa a matar o corpo humano. Recuperar Morup será uma tarefa delicada em um dos ambientes mais hostis do planeta — mas, finalmente, ele poderá receber o repouso que merecia há três décadas.

Por três décadas, um corpo congelado permaneceu encravado no gelo do Everest acima de oito mil metros, seus pés ainda visíveis através da neve, calçado em botas verdes que se tornaram seu único nome. Alpinistas e guias que passavam pela montanha mais alta do mundo reconheciam aquele ponto de referência macabro — a "caverna do Botas Verdes" — e seguiam adiante. Agora, graças a uma análise de DNA, aquele cadáver preservado pelas temperaturas glaciais foi finalmente identificado como Dorje Morup, um alpinista indiano de 47 anos que morreu em maio de 1996.

Morup fazia parte de uma expedição de seis membros da Polícia de Fronteira Indo-Tibetana que tentava escalar o Everest pela face norte. No dia 10 de maio daquele ano, a equipe se viu surpreendida por uma nevasca violenta perto do cume. Três de seus companheiros decidiram recuar diante do perigo iminente. Morup, porém, escolheu continuar. Essa decisão o levou à morte.

Durante três décadas, muitos alpinistas e pesquisadores acreditaram que aquele corpo pertencia a outro escalador indiano, Tsewang Paljor, um homem de 28 anos. A confusão persistiu enquanto expedições sucessivas passavam pelo mesmo local, usando aquele ponto de referência sinistro como marcador de rota. As botas verdes características tornavam os restos mortais facilmente reconhecíveis, mas sua identidade permanecia um mistério.

A Polícia de Fronteira Indo-Tibetana confirmou a verdadeira identidade de Morup após a comparação de DNA. Agora que o mistério foi resolvido, as autoridades planejam uma operação de resgate. O corpo permanece congelado na zona da morte do Everest, aquela região acima de oito mil metros onde o ar é tão rarefeito que o corpo humano começa a morrer. As equipes de resgate aguardam o verão, quando o degelo avançará e tornará a operação na face da montanha menos perigosa. Recuperar Morup será uma tarefa delicada, realizada em um dos ambientes mais hostis do planeta, mas finalmente seu corpo poderá receber o repouso que merecia há três décadas.

Durante 30 anos, muitos alpinistas acreditaram que o corpo pertencia a outro alpinista indiano, Tsewang Paljor
— Registros da Polícia de Fronteira Indo-Tibetana
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Inventor

Por que levou tanto tempo para identificar o corpo? Não havia registros de quem estava naquela expedição?

Model

Havia registros, mas a confusão foi real. Durante 30 anos, as pessoas acreditavam que era outro alpinista indiano, Tsewang Paljor. O corpo estava tão bem preservado pelo frio que não havia degradação que ajudasse a identificação. Só com DNA moderno foi possível confirmar.

Inventor

E os outros membros da expedição de Morup? Eles sabiam o que tinha acontecido com ele?

Model

Três deles retornaram quando a tempestade chegou. Mas Morup continuou sozinho. Provavelmente ninguém sabia exatamente onde ele tinha ficado ou se tinha conseguido descer. O Everest não devolve facilmente seus mortos.

Inventor

Qual é o significado de recuperar o corpo agora, tantos anos depois?

Model

É uma questão de dignidade e de encerramento. Sua família pode finalmente ter certeza do que aconteceu. E há algo simbólico em não deixar um corpo servindo como marcador de rota para outras pessoas. Ele merecia mais que isso.

Inventor

A operação de resgate é perigosa?

Model

Extremamente. Estão falando em fazer isso durante o verão quando o degelo avançar, porque mesmo assim será arriscado. Oito mil metros é a zona da morte. Qualquer operação lá é uma aposta contra a natureza.

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