No cruzamento entre a biologia e o tempo, pesquisadores de Harvard cultivaram estruturas cerebrais em laboratório que sobrevivem por mais de cinco anos — espelhando, em escala microscópica, os mesmos passos moleculares que moldam um cérebro humano desde o ventre até os primeiros meses de vida. Esses 'minicérebros', desprovidos de consciência mas dotados de uma espécie de memória biológica interna, oferecem à ciência algo raro: a possibilidade de observar o desenvolvimento neural como um filme contínuo, quadro a quadro, célula a célula.