Militares recebem brevê de Guerreiro de Selva em celebração dos 60 anos do CIGS

Haverá alguém de estar, haverá alguém de ficar, para que outros venham
Mensagem do Comandante do CIGS simbolizando a continuidade da missão entre gerações de militares formados na Amazônia.

No coração da Amazônia, onde a floresta impõe suas próprias leis, o Exército Brasileiro celebrou em Manaus seis décadas de uma tradição que transforma soldados em Guerreiros de Selva. A cerimônia realizada no Centro de Instrução de Guerra na Selva em junho de 2026 reuniu pioneiros brevetados em 1966 e novos formandos, unindo numa mesma solenidade a origem e a continuidade de uma doutrina militar forjada no ambiente mais desafiador do país. O ato não foi apenas uma formatura — foi o reconhecimento de que o domínio da floresta é, também, uma forma de soberania.

  • Após semanas de treinamento físico, técnico e psicológico em condições extremas, militares brasileiros receberam o brevê de Guerreiro de Selva numa cerimônia carregada de simbolismo histórico.
  • A presença dos veteranos da turma pioneira de 1966 criou uma tensão emotiva entre passado e presente, lembrando que a doutrina atual foi construída sobre experiências vividas há seis décadas na mesma floresta.
  • Generais e o Coronel Prazeres sublinharam a urgência estratégica da formação: os novos guerreiros irão reforçar a presença do Exército nas fronteiras amazônicas, consideradas zona sensível para os interesses nacionais.
  • O CIGS consolida-se como referência nacional e internacional na instrução de selva, tendo ampliado ao longo dos anos o intercâmbio com militares de nações parceiras e aprofundado sua doutrina operacional.
  • Com a brevetação concluída, os formandos partem para suas unidades levando conhecimento especializado que alimenta o ciclo contínuo de preparo das tropas que operam na Amazônia.

Em 16 de junho de 2026, Manaus foi palco de uma cerimônia que transcendeu a rotina militar: a formatura do Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS) celebrou simultaneamente a conclusão de mais uma turma de Guerreiros de Selva e os sessenta anos de um curso que moldou a doutrina do Exército Brasileiro na Amazônia. Os novos formandos receberam o brevê — distintivo que os reconhece como especializados em operações de selva — diante de autoridades, familiares e, de forma marcante, dos veteranos que inauguraram essa tradição em 1966.

O curso que eles completaram é estruturado em três fases — vida na selva, técnicas especiais e operações — e exige semanas de preparação que combinam resistência física, disciplina e capacidade de decisão em terrenos de difícil acesso. O General Viana Filho, Comandante Militar da Amazônia, destacou que esses militares levarão o aprendizado para suas unidades e atuarão na defesa das fronteiras estratégicas da região. O brevê, dentro da cultura operacional do CIGS, não é apenas um símbolo de conclusão — é a afirmação de uma aptidão construída no ambiente mais exigente do país.

A dimensão histórica da cerimônia veio com a homenagem aos integrantes da primeira turma, brevetados pelo então Major Jorge Teixeira de Oliveira, primeiro comandante do CIGS. Ao retornarem ao Centro seis décadas depois, esses veteranos foram reconhecidos pela contribuição que deram à construção da identidade do Guerreiro de Selva e à validação das técnicas que seguem orientando gerações de combatentes.

O Coronel Prazeres, Comandante do CIGS, encerrou a solenidade com palavras que sintetizaram o espírito da tradição: antes que a luz se apague, haverá alguém de estar, haverá alguém de ficar, para que outros venham, para que outros fiquem. A frase ecoou como uma passagem de tocha entre os pioneiros de 1966 e os guerreiros que agora partem para a floresta com a missão de defender a Amazônia.

Em Manaus, no coração da Amazônia, militares brasileiros completaram semanas de treinamento que os transformou em Guerreiros de Selva. A cerimônia de formatura do Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS), realizada em 16 de junho de 2026, marcou não apenas a conclusão de um curso operacional entre os mais exigentes do Exército, mas também seis décadas de uma tradição militar dedicada ao preparo de tropas para o ambiente amazônico. Naquele dia, os novos formandos receberam o brevê — o distintivo que os reconhece como especializados em operações de selva — enquanto autoridades militares, familiares e convidados testemunhavam o encerramento de uma formação voltada à resistência física, ao domínio técnico e à capacidade de adaptação em um dos ambientes mais desafiadores do país.

O General Viana Filho, Comandante Militar da Amazônia, estava presente na solenidade ao lado do General Vendramin, Comandante Militar da Amazônia Oriental. Viana Filho ressaltou que os militares recém-formados levariam esse aprendizado para suas unidades e atuariam na defesa dos interesses nacionais, especialmente nas regiões de fronteira consideradas estratégicas para a presença do Exército na Amazônia. O curso que eles completaram é estruturado em três fases principais: vida na selva, técnicas especiais e operações. Durante semanas de preparação técnica, física e psicológica, os alunos enfrentam atividades estruturadas para desenvolver resistência, disciplina e tomada de decisão em um ambiente marcado por deslocamentos difíceis, isolamento e condições naturais severas. Em cada etapa, os militares aprimoram habilidades necessárias para atuar em regiões de difícil acesso, onde o domínio do terreno, a adaptação ao ambiente e a coordenação entre equipes são fatores decisivos.

O Curso de Operações na Selva é apresentado pelo Exército como um dos operacionais mais tradicionais e exigentes da Força. Suas instruções concentram-se no planejamento, comando e execução de missões em áreas de floresta, preparando tropas para um ambiente onde o conhecimento do território tem papel central. Com a entrega do brevê, o aluno passa a integrar o grupo de militares especializados em operações de selva, um reconhecimento que simboliza a conclusão do ciclo de instrução no CIGS e a aptidão para atuar nesse ambiente operacional. Dentro da tradição militar, o distintivo de Guerreiro de Selva representa a capacitação obtida no Centro e reforça o vínculo entre a formação técnica, a cultura operacional da unidade e a missão de defesa da Amazônia.

A cerimônia ganhou dimensão histórica ao aproximar veteranos da turma pioneira e militares recém-formados. Integrantes da primeira turma do Curso de Operações na Selva foram homenageados pelo legado deixado à doutrina militar brasileira, seis décadas após a primeira brevetação realizada em Manaus. Brevetados em 1966 pelo então Major Jorge Teixeira de Oliveira, primeiro comandante do CIGS, esses veteranos participaram da fase inicial de validação de técnicas, procedimentos e conhecimentos voltados ao emprego de tropas na floresta. Ao retornarem ao Centro, receberam reconhecimento pela contribuição dada à construção da identidade do Guerreiro de Selva, hoje associada ao preparo especializado para missões no ambiente amazônico. A experiência acumulada por esse grupo ajudou a orientar gerações posteriores de combatentes e consolidou práticas que seguem presentes na formação de militares preparados para operar em áreas de selva.

Com o passar das décadas, os cursos realizados no CIGS contribuíram para fortalecer a capacidade operacional do Exército Brasileiro na Amazônia e ampliaram o intercâmbio de conhecimento com militares de nações parceiras. Essa trajetória transformou a unidade sediada em Manaus em referência nacional na instrução de tropas para o ambiente de selva, especialmente pela combinação entre preparo físico, doutrina operacional e conhecimento do território. A formatura valorizou a transmissão de valores entre turmas formadas no CIGS e destacou a permanência de uma tradição ligada à defesa da Amazônia, à atuação em fronteiras e ao conhecimento das particularidades do terreno.

Em mensagem dirigida aos formandos e aos homenageados, o Comandante do CIGS, Coronel Prazeres, afirmou que antes que a luz se apague, antes que o sol se ponha, haverá alguém de estar, haverá alguém de ficar, para que outros venham, para que outros fiquem. A declaração foi usada na solenidade para simbolizar a continuidade da missão entre os pioneiros de 1966 e os atuais Guerreiros de Selva, unidos pela formação militar voltada ao ambiente amazônico. Após a brevetação, os novos Guerreiros de Selva passam a levar para suas organizações militares os conhecimentos adquiridos no curso, contribuindo para o preparo de unidades que atuam na Amazônia. Ao encerrar o ciclo de instrução dos concludentes e resgatar a origem do curso criado na década de 1960, a cerimônia evidenciou a continuidade de uma tradição construída em torno da presença do Exército na região amazônica.

Os militares recém-formados levarão esse aprendizado para suas unidades e atuarão na defesa dos interesses nacionais, especialmente na região de fronteira
— General Viana Filho, Comandante Militar da Amazônia
Antes que a luz se apague, antes que o sol se ponha, haverá alguém de estar, haverá alguém de ficar, para que outros venham, para que outros fiquem
— Coronel Prazeres, Comandante do CIGS
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Inventor

Por que um curso de seis décadas merecia uma celebração tão formal?

Model

Porque não se trata apenas de um treinamento. O CIGS criou uma identidade militar — o Guerreiro de Selva — que conecta gerações. Trazer os veteranos de 1966 para uma cerimônia com os novos formandos é dizer que essa missão continua.

Inventor

O que torna esse treinamento tão exigente comparado a outros cursos militares?

Model

A selva não negocia. Você enfrenta isolamento real, terreno que não coopera, condições que testam não só o corpo mas a mente. São semanas onde a resistência física é apenas o começo — a adaptação psicológica é o que separa quem fica de quem desiste.

Inventor

Os generais mencionaram fronteiras. Qual é a conexão entre preparar Guerreiros de Selva e defender fronteiras?

Model

A Amazônia é fronteira. Rios, florestas, regiões de difícil acesso — tudo isso é território onde o conhecimento do terreno é poder. Um militar formado no CIGS sabe se mover, se comunicar, sobreviver naquele ambiente. Isso é defesa.

Inventor

A frase do Coronel Prazeres sobre alguém ficar para que outros venham — o que ela realmente significa?

Model

É sobre legado. Os pioneiros de 1966 ficaram, construíram a doutrina, validaram as técnicas. Agora esses novos Guerreiros ficam para que a próxima geração venha. É continuidade, não ruptura.

Inventor

Como um distintivo — um brevê — muda a forma como um militar se vê?

Model

Muda tudo. Não é apenas um símbolo. É reconhecimento de que você passou por algo que poucos passam. Você agora faz parte de um grupo com história, com responsabilidade, com missão clara. Você é um Guerreiro de Selva.

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