Desde finais de 2025, homens peruanos de parcos recursos foram atraídos por promessas de trabalho legítimo na Rússia e enviados, sob engano, para as trincheiras da guerra contra a Ucrânia. O que se apresentava como um contrato de vigilância tornou-se, para centenas de famílias, um desaparecimento sem resposta. Este padrão — a exploração da vulnerabilidade económica como porta de entrada para o conflito armado — coloca o Peru no centro de uma crise humanitária que os Estados ainda não souberam conter.
Milhares de peruanos recrutados para trabalhar na Rússia acabam na linha da frente
Centenas de peruanos desaparecidos ou mortos em combate; famílias sem informações sobre seus parentes; vítimas mantidas como prisioneiros com direitos humanos violados.