No teatro político da América Latina, dois presidentes eleitos em 2023 encarnam visões de mundo irreconciliáveis: Javier Milei, da Argentina, intensificou sua campanha retórica contra Luiz Inácio Lula da Silva, compartilhando montagens que classificam líderes de esquerda como 'tumor' da história e chamando o brasileiro de 'ladrão' e 'corrupto'. O que parece ser uma disputa pessoal é, na verdade, o reflexo de uma fratura ideológica mais profunda que atravessa o continente — e que começa a projetar sombras sobre as relações diplomáticas entre os dois maiores países da América do Sul.