Michelle acusa Flávio de humilhação e desrespeito em vídeos nas redes sociais

Michelle relata impacto emocional das críticas sobre sua filha adolescente Laura, que acompanha ataques nas redes sociais.
Eles me tratam como se eu fosse idiota, como se eu fosse alguém que chegou ontem
Michelle descreve como se sente tratada por Flávio e seu círculo após divergências sobre alianças políticas do PL.

No interior de uma família que também é uma força política, Michelle Bolsonaro tornou público um rompimento com o enteado Flávio Bolsonaro, senador e pré-candidato à Presidência. O conflito, nascido de uma discordância sobre alianças eleitorais no Ceará, revela as tensões entre lealdade ideológica e pragmatismo partidário que atravessam a direita brasileira às vésperas de 2026. Mais do que uma briga familiar, o episódio expõe os limites do poder dentro do PL e a dificuldade de conciliar convicções pessoais com os cálculos da política.

  • Michelle publicou dois vídeos acusando Flávio de tê-la humilhado em uma ligação telefônica, dizendo que ela 'havia chegado ontem' e não entendia de política.
  • O estopim foi a aliança do PL com Ciro Gomes no Ceará — um nome que Michelle responsabiliza diretamente pela inelegibilidade de Jair Bolsonaro.
  • Apesar de Flávio frequentar a casa dela mais de uma vez por semana, os dois estão em silêncio absoluto desde o desentendimento.
  • Michelle nega ter exigido desculpas públicas e diz que já perdoou, mas se viu obrigada a falar para combater narrativas que circulam na imprensa.
  • A ex-primeira-dama defende que o PL apoie Eduardo Girão no primeiro turno e reserve qualquer aliança com Ciro apenas para um eventual segundo turno.
  • O que mais a mobiliza emocionalmente é o impacto dos ataques sobre sua filha adolescente Laura, que acompanha tudo pelas redes sociais.

Michelle Bolsonaro gravou e publicou dois vídeos nas redes sociais na quarta-feira, 24 de junho, expondo um rompimento com o enteado Flávio Bolsonaro. O conflito tem raízes no fim de 2025, quando ela participou de um evento no Ceará e criticou publicamente a decisão do PL de apoiar a candidatura de Ciro Gomes — um político que, segundo ela, atacou Jair Bolsonaro e sua família com palavras duras e que ela responsabiliza pela inelegibilidade do marido.

A situação se agravou após uma conversa telefônica que Michelle descreve como humilhante. Flávio teria sido áspero e sugerido que ela deveria se afastar das decisões partidárias por não entender de política. Desde então, os dois não trocam palavras, mesmo com Flávio frequentando a casa dela com regularidade. Michelle buscou mensagens ou ligações dele antes de suas manifestações públicas e não encontrou nada. Quando tentou contatá-lo depois, não obteve resposta.

A ex-primeira-dama nega categoricamente ter condicionado seu apoio a um pedido público de desculpas. Ela afirma que decidiu se pronunciar apenas para responder às narrativas que circulam na imprensa, e menciona um grupo de pessoas no exterior — algumas fotografadas ao lado de Flávio — que a atacam diariamente e tentam dissociar seu nome do sobrenome Bolsonaro.

O que mais a afeta, porém, é a repercussão desses ataques sobre sua filha Laura, uma adolescente que acompanha e sente tudo o que é publicado nas redes sociais. Para Michelle, uma política movida por egoísmo e não pelo bem-estar das pessoas não serve a nenhum propósito.

Sobre o Ceará, ela mantém sua posição: o PL deveria apoiar o senador Eduardo Girão no primeiro turno e reservar qualquer aliança com Ciro para um eventual segundo turno. O conflito permanece aberto, com Michelle e Flávio — pré-candidato à Presidência em outubro — dividindo o mesmo espaço político em silêncio.

Michelle Bolsonaro gravou dois vídeos que publicou nas redes sociais na quarta-feira, 24 de junho, para falar sobre um rompimento que a afasta do enteado, o senador Flávio Bolsonaro. O conflito é político e pessoal ao mesmo tempo, e tem raízes em decisões que o PL tomou no Ceará — especificamente, o apoio à candidatura do ex-governador Ciro Gomes, que Michelle considera um erro estratégico e uma traição aos valores que ela defende.

O desentendimento começou no fim de 2025, quando Michelle participou de um evento no Ceará e criticou publicamente a aliança com Ciro. Ela argumenta que Ciro atacou Jair Bolsonaro e sua família, chamando-os de corruptos e usando expressões como "ovos de serpentes nazistóides". Além disso, Michelle responsabiliza Ciro pela inelegibilidade de seu marido. Quando ela expressou essas preocupações, Flávio respondeu nas redes sociais com palavras duras e tom agressivo, defendendo André Fernandes e, por extensão, apoiando Ciro. Michelle sentiu que as respostas dela e de seus irmãos foram coordenadas — uma estratégia para silenciá-la.

Em uma conversa telefônica que Michelle descreve como humilhante, Flávio foi, segundo ela, áspero e desrespeitoso. Ele sugeriu que ela deveria ficar fora das decisões do partido, argumentando que ela havia "chegado ontem" e não entendia de política. Michelle interpretou isso como uma rejeição ao seu apoio e se recolheu. Desde então, não falam mais. Ela procurou mensagens e ligações de Flávio antes de suas manifestações públicas, mas não encontrou nada. Quando tentou contatá-lo depois, não conseguiu resposta. Apesar de Flávio frequentar sua casa mais de uma vez por semana, os dois não conversam.

Michelle nega ter condicionado seu apoio a um pedido público de desculpas. "Eu nunca pedi, cobrei ou condicionei desculpas públicas de ninguém", afirmou. Ela diz que já perdoou há muito tempo e que decidiu se manifestar apenas para responder a narrativas que circulam na imprensa sobre o assunto. Sem nomear especificamente, ela menciona um grupo de pessoas no exterior que a ataca diariamente nas redes sociais, algumas delas aparecendo em fotografias ao lado de Flávio. Essas pessoas tentam remover o sobrenome Bolsonaro de seu nome, na tentativa de atingi-la.

O que mais a preocupa, porém, é o impacto dessas críticas sobre sua filha adolescente, Laura. "Ela é uma adolescente que acompanha tudo, que lê tudo e que sente tudo", disse Michelle. Ela questiona se aqueles que a atacam pensam nas consequências emocionais que suas ações causam na vida de uma menina. Para Michelle, esse tipo de política — baseada em egoísmo e não no bem-estar das pessoas — não serve para nada.

Sobre a estratégia do PL no Ceará, Michelle mantém sua posição: o partido deveria apoiar o senador Eduardo Girão, do Novo, e deixar qualquer aliança com Ciro apenas para um eventual segundo turno. Ela não está exigindo que o PL desfaça a aliança já costurada, mas que a adie. "Se a direita quer se unir para derrotar o PT, tudo bem. Mas a coerência obriga que isso aconteça apenas no segundo turno", argumenta. Para ela, é preciso dar uma chance ao candidato que verdadeiramente se enquadra e defende os valores da direita. O conflito permanece em aberto, com Michelle e Flávio — que é candidato à Presidência nas eleições de outubro — vivendo sob o mesmo teto político, mas em silêncio.

Eu nunca pedi, cobrei ou condicionei desculpas públicas de ninguém. Não preciso disso. Eu já liberei o perdão faz muito tempo
— Michelle Bolsonaro
Ele foi muito ríspido, me desrespeitou e me maltratou ao telefone
— Michelle Bolsonaro, descrevendo conversa com Flávio
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Inventor

Por que Michelle decidiu falar agora, depois de meses em silêncio?

Model

Ela diz que não aguenta mais as narrativas que circulam na imprensa. Sente que está sendo retratada como alguém que não entende de política, e isso a incomoda. Ela quer deixar claro que sabe exatamente o que está acontecendo.

Inventor

Mas se Flávio vai à casa dela toda semana, por que não conversam?

Model

Porque, segundo Michelle, se ele realmente quisesse falar, já teria falado. O silêncio é uma escolha dele, não dela. Ela tentou, mas não conseguiu resposta.

Inventor

Qual é o real problema — a política do Ceará ou o desrespeito pessoal?

Model

Os dois estão entrelaçados. O desrespeito veio quando ela discordou da estratégia. Flávio a tratou como se fosse ignorante, e isso é o que mais a machuca.

Inventor

E quanto ao apoio dela à candidatura presidencial de Flávio?

Model

Ela não está dizendo que vai abandoná-lo. Está dizendo que não vai fingir que concorda com tudo, especialmente quando acha que a estratégia no Ceará é errada.

Inventor

Por que mencionar a filha adolescente?

Model

Porque Laura está lendo tudo isso nas redes sociais. Michelle quer que as pessoas entendam que há uma criança sendo afetada por essa guerra política. Não é só sobre poder.

Inventor

Isso muda algo na campanha de Flávio?

Model

Ainda é cedo para saber. Mas um conflito público dessa magnitude dentro da família, meses antes das eleições, é complicado. Flávio é candidato à Presidência, e sua madrasta está dizendo que ele a humilhou.

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