Quando o corpo falha de formas íntimas — órgãos que cedem, controle que escapa — a vida sexual raramente sai ilesa. Uma metanálise de 127 estudos e quase 15 mil mulheres veio revelar que a cirurgia ginecológica pode, sim, restaurar algo dessa intimidade perdida, mas a resposta depende menos do bisturi e mais da pergunta que se faz depois: o instrumento de medição escolhido determina, em grande parte, a conclusão que se alcança. A ciência, aqui, nos lembra que medir o humano exige ferramentas à altura do humano.