Há décadas, cirurgiões e oncologistas debatem se a biópsia do linfonodo sentinela — a análise do primeiro gânglio para o qual um melanoma drena — realmente prolonga vidas. Uma nova meta-análise com mais de 40 mil pacientes sugere que sim, apontando redução de 14% no risco de morte, mas o ensaio clínico considerado padrão-ouro não encontrou diferença significativa, e a chegada dos imunoterápicos tornou a questão ainda mais complexa. No Brasil, onde essas terapias modernas ainda não chegam à maioria dos pacientes pelo SUS, o debate deixa de ser apenas acadêmico e se torna uma questão de equidade