No fundo do mar ao largo da Sicília, a 46 metros de profundidade, o tempo guardou por mais de dois milênios aquilo que os homens esqueceram: um navio romano intacto, carregado de ânforas e de silêncio. Encontrado não por cientistas em expedição, mas por pescadores que seguiam sua rotina, o naufrágio de Mazara del Vallo nos lembra que a história não espera ser procurada — ela simplesmente aguarda, paciente, até que alguém se aproxime o suficiente para reconhecê-la. A mistura de mercadorias a bordo — vinho romano, cerâmica norte-africana, traços neopúnicos — desenha, em barro e madeira, o retrat