Há uma tensão antiga entre o que se promete e o que se entrega — e a MEO parece ter caído nessa armadilha. Enquanto a operadora anuncia velocidades de 10 Gbps como símbolo de progresso, milhares de clientes continuam a pagar por 1 Gbps que falha com regularidade, recebem equipamentos sujos e encontram um atendimento que não resolve. Os números da ANACOM — 7 mil reclamações no primeiro trimestre de 2026, um aumento de 49% — sugerem que o problema não é individual, mas estrutural. A questão que persiste é simples e antiga: pode uma empresa vender o futuro enquanto negligencia o presente?