Menina de 9 anos morre atingida por disparo acidental de revólver do pai em SP

Menina de 9 anos morreu por disparo acidental; mãe internada em estado de choque.
Um gesto ordinário. Uma coberta caindo. Uma menina morta.
A mãe de Jéssica apenas tentava pegar uma coberta quando o edredom com a arma caiu do armário e disparou.

Na madrugada de um domingo de julho, em Bragança Paulista, uma menina de 9 anos chamada Jéssica perdeu a vida por causa de escolhas que nunca deveriam ter sido feitas. Um revólver sem registro, guardado de forma negligente em um edredom sobre um armário, disparou quando a mãe buscava uma coberta — e o projétil encontrou o corpo da criança. O que a lei chama de acidente, a consciência reconhece como o peso acumulado de decisões irresponsáveis que transformaram um lar em lugar de tragédia irreversível.

  • Um movimento simples — pegar uma coberta no escuro — foi suficiente para que uma arma carregada e mal guardada disparasse contra uma criança de 9 anos.
  • Jéssica foi levada às pressas para a Santa Casa de Itatiba, mas os ferimentos no abdômen eram fatais; ela não resistiu.
  • A mãe, que inadvertidamente derrubou o edredom que escondia a arma, entrou em colapso emocional e precisou ser internada em estado de choque.
  • A polícia encontrou na casa do pai não apenas o revólver calibre 38 sem registro, mas dezenas de munições de diferentes calibres — nada documentado legalmente.
  • Alexandre Penteado, de 53 anos, foi preso em flagrante por posse irregular de arma e armazenamento negligente, com o caso registrado também como homicídio.
  • O episódio expõe, de forma brutal, os riscos reais do armazenamento irresponsável de armas em residências onde crianças circulam.

Jéssica tinha 9 anos e passaria o fim de semana na casa do pai, Alexandre Lara de Arruda Penteado, no Jardim São Marcelo, em Bragança Paulista. Era uma rotina de guarda compartilhada. Sua mãe a levou até lá por volta de 1 da manhã de domingo, 14 de julho. O que ninguém sabia é que um revólver calibre 38, enrolado em um edredom sobre o armário do quarto, aguardava carregado e sem nenhuma proteção real.

Quando a mãe foi pegar uma coberta, o tecido escorregou. O edredom caiu. A arma disparou. O projétil atingiu Jéssica na barriga. Os pais a levaram imediatamente para a Santa Casa de Itatiba, mas os ferimentos eram graves demais. A menina não sobreviveu. Sua mãe entrou em colapso e também precisou ser internada — incapaz de processar o que suas próprias mãos, sem querer, haviam desencadeado.

A polícia prendeu Alexandre em flagrante e encontrou em sua casa um arsenal sem qualquer registro legal: 13 cartuchos calibre 12, 54 projéteis calibre 38, um projétil calibre 22 e uma cápsula deflagrada. O delegado Guilherme Figueiredo descreveu com precisão o encadeamento de negligências — arma sem documentação, armazenada carregada, em local acessível, dentro de uma casa onde uma criança dormia.

O caso foi registrado como homicídio e posse irregular de arma de fogo. Mas além da tipificação jurídica, o que resta é a imagem de uma série de escolhas evitáveis — cada uma delas um passo em direção à morte de uma menina de 9 anos e ao silêncio que se instalou onde deveria haver apenas o sono de um fim de semana comum.

Jéssica tinha 9 anos quando morreu na madrugada de domingo, 14 de julho, atingida por um disparo que saiu do revólver de seu pai. O tiro acertou sua barriga enquanto ela estava no quarto da casa onde passaria o fim de semana. Tudo começou de forma simples: a mãe da menina, separada de Alexandre Lara de Arruda Penteado, havia levado a filha até a residência dele no Jardim São Marcelo, em Bragança Paulista, no interior de São Paulo, por volta de 1 da manhã. Era uma rotina de guarda compartilhada.

O revólver calibre 38 estava guardado de um jeito que ninguém deveria guardar uma arma. Enrolado em um edredom antigo, repousava em cima do armário do quarto. Quando a mãe de Jéssica foi pegar uma coberta, seu movimento fez o tecido escorregar. O edredom caiu. A arma disparou. O projétil atravessou o corpo da menina.

Os pais a levaram imediatamente para a Santa Casa de Itatiba, mas os ferimentos eram graves demais. Jéssica não sobreviveu. Sua mãe, em estado de choque absoluto, precisou ser internada também — o trauma do que havia acontecido a deixou incapaz de lidar com o momento.

Alexandre Penteado, de 53 anos, foi preso em flagrante. A polícia encontrou em sua casa muito mais do que um revólver. Havia 13 cartuchos calibre 12, 54 projéteis calibre 38, um projétil calibre 22 e uma cápsula deflagrada calibre 38. Nada disso estava registrado legalmente. O revólver não tinha documentação. O armazenamento era negligente — uma arma carregada, envolvida em tecido, em um local onde uma criança tinha acesso.

O delegado Guilherme Figueiredo, da Delegacia Seccional de Bragança Paulista, foi direto ao ponto em seu relatório. Descreveu como o homem mantinha uma arma de fogo sem o registro exigido por lei, armazenada de forma imprudente, e como essa imprudência resultou em um disparo que matou uma criança. O caso foi registrado como homicídio e posse irregular de arma de fogo.

O que aconteceu naquela madrugada não foi um acidente no sentido de algo inevitável. Foi o resultado de escolhas: guardar uma arma sem registro, guardá-la carregada, guardá-la em um lugar onde poderia cair, guardá-la onde uma criança poderia estar. Cada uma dessas escolhas levou à morte de uma menina de 9 anos e ao colapso emocional de sua mãe. A prisão de seu pai em flagrante é o que resta quando as consequências finalmente chegam.

O agente supostamente mantinha em sua posse uma arma de fogo de uso permitido sem o devido registro. A referida arma era armazenada de forma negligente e ao ser manuseada de forma imprudente, foi efetuado disparo, supostamente acidental, que vitimou a criança.
— Delegado Guilherme Figueiredo, Delegacia Seccional de Bragança Paulista
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Inventor

Como uma arma acaba guardada daquele jeito, enrolada em um edredom em cima de um armário?

Model

Geralmente é falta de conhecimento sobre segurança ou negligência pura. Algumas pessoas guardam armas em casa sem pensar em como armazená-las adequadamente. Não é raro encontrar armas em locais acessíveis, especialmente quando há crianças na casa.

Inventor

A mãe estava ali quando tudo aconteceu. Como alguém vive com isso?

Model

Ela estava apenas pegando uma coberta. Um gesto completamente ordinário. Agora ela carrega a culpa de ter causado o disparo, mesmo que tecnicamente tenha sido negligência do pai manter a arma daquele jeito. O trauma é duplo: perder a filha e saber que seu próprio movimento a matou.

Inventor

O pai foi preso. Mas isso traz a filha de volta?

Model

Não. A prisão é consequência legal, não reparação. O que importa agora é que outras famílias vejam esse caso e entendam que armas em casa exigem responsabilidade extrema. Não é sobre ser contra ou a favor de armas — é sobre não deixar uma criança morrer por negligência.

Inventor

Por que havia tanta munição na casa?

Model

O boletim não explica a intenção. Mas encontraram 54 projéteis calibre 38, 13 cartuchos calibre 12, mais outros. Isso sugere que a arma não era guardada apenas como proteção — era parte de uma rotina, talvez até de coleção. Sem registro legal, sem segurança adequada.

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