No limiar das eleições de 2026, o Brasil enfrenta uma das questões mais delicadas da democracia digital: como distinguir a sátira legítima da falsificação que engana. O ministro André Mendonça, do TSE, propõe que o critério decisivo não seja a tecnologia usada, mas o grau de realismo capaz de fazer o eleitor acreditar no que vê — uma distinção que reconhece a criatividade humana sem abrir mão da proteção à verdade. O debate, provocado pela remoção de um vídeo contra Flávio Bolsonaro, revela que a lei caminha sempre um passo atrás da imaginação técnica.