A cada sorteio da Mega-Sena, milhões de brasileiros depositam numa combinação de seis números a esperança de uma transformação radical de vida. No domingo do concurso 3048, quatorze apostadores sergipanos viram seus números contemplados — um lembrete de que, por mais remota que seja a probabilidade, alguém sempre atravessa a fronteira entre o ordinário e o extraordinário. A loteria persiste como um dos rituais coletivos mais democráticos do país, onde seis reais compram não apenas uma chance matemática, mas um breve intervalo de sonho compartilhado.