No Pará, o verão amazônico revela uma contradição inquietante: menos casos de dengue registrados em 2025, mas o dobro de mortes em relação ao ano anterior. O clima da região — calor intenso, chuvas erráticas, água parada — não apenas favorece a multiplicação dos mosquitos, mas parece estar forjando uma doença mais silenciosa e mais letal. Diante da ausência de vacinas universais e de soluções tecnológicas ainda dependentes do engajamento coletivo, a medicina se vê, mais uma vez, confiando nas mãos e nos hábitos das próprias comunidades.
Médicos enfrentam desafio de arboviroses no verão amazônico com mortes em alta
Óbitos por dengue no Pará mais que dobraram em 2025, passando de 11 para 28 mortes, demonstrando impacto direto na saúde da população amazônica.