Durante doze anos, a Justiça brasileira percorreu o lento caminho entre o grito das vítimas e a sentença escrita. Vinte e quatro ex-internos de uma clínica de reabilitação em Ribeirão Preto sobreviveram a agressões, dopagem forçada e violência sexual — e agora, com a condenação confirmada pelo STJ, três dos quatro responsáveis foram presos. A médica Maria Tereza Cabrera Bellini, figura central na cadeia de cumplicidade institucional, permanece foragida, lembrando que a Justiça, mesmo quando chega, nem sempre encontra quem deveria encontrar.
Médica condenada por tortura em clínica de Ribeirão Preto está foragida
Vinte e quatro ex-internos foram vítimas de agressões físicas, castigos psicológicos, ingestão forçada de medicamentos controlados e violência sexual na clínica.