Em Irkutsk, a indústria aeronáutica russa cruzou uma fronteira simbólica e técnica: o primeiro MC-21-310 construído com processos de linha de montagem definitivos ergueu-se aos seis mil metros, movido por motores e componentes inteiramente nacionais. O voo de uma hora e vinte e três minutos não foi apenas um ensaio de desempenho, mas uma declaração de que a Rússia busca sustentar, por conta própria, a ambição de fabricar aviões comerciais competitivos numa era de isolamento tecnológico. O que está em jogo é menos um modelo de aeronave e mais a pergunta perene sobre até onde a autossuficiência