Max critica Arnaldinho por homenagear pai em escola de Vila Velha

Que construa uma nova escola e ponha o nome do pai
Max Filho critica a decisão de renomear escola infantil com nome do pai do prefeito em vez de construir novo equipamento.

Em Vila Velha, a troca do nome de uma escola infantil revela como o espaço público pode tornar-se palco de disputas sobre memória, legitimidade e poder. A administração Borgo renomeou a unidade do bairro Praia das Gaivotas em homenagem ao próprio pai do prefeito, invocando leis anteriores não sancionadas como justificativa. O ex-prefeito Max Filho, que construiu a escola, vê no gesto uma apropriação indevida — e o episódio sugere que as rivalidades eleitorais raramente terminam no dia do pleito.

  • Uma placa trocada em janeiro acendeu um conflito que a eleição não conseguiu apagar: o nome do pai do prefeito substituiu o de um servidor público reconhecido por décadas de trabalho.
  • Max Filho foi às redes sociais com repúdio direto, argumentando que homenagear um familiar exige construir algo novo — não apagar quem já foi reconhecido.
  • A prefeitura respondeu com nota oficial, alegando que apenas cumpriu leis aprovadas pela câmara anterior e ignoradas pela gestão de Max Filho.
  • A legitimidade do ato permanece contestada: para um lado, é regularização legal; para o outro, é uso político de equipamento público.
  • O episódio sinaliza que a disputa entre os dois gestores deve continuar moldando o cenário político de Vila Velha nos próximos meses.

A rivalidade entre o prefeito Arnaldinho Borgo e seu antecessor Max Filho ganhou novo capítulo em janeiro de 2021, quando a administração municipal trocou a placa de uma escola infantil no bairro Praia das Gaivotas. A unidade, que homenageava Josias Damázio Martins — descrito como servidor público exemplar —, passou a chamar-se Vereador Arnaldo Borgo, nome do pai do atual prefeito.

Max Filho, do PSDB, reagiu publicamente com repúdio. Para ele, a escola foi construída em sua gestão e o nome anterior reconhecia uma trajetória de serviço ao município. Seu argumento foi direto: quem deseja homenagear um familiar deve construir uma nova escola, não substituir uma homenagem já consolidada.

A prefeitura rebateu por meio de nota, afirmando que duas leis aprovadas na câmara municipal — com abstenção do então vereador Arnaldinho Borgo, em respeito à impessoalidade — nunca foram sancionadas pela gestão anterior. A administração Borgo apresentou a mudança como regularização de uma pendência legislativa, não como iniciativa própria.

O episódio toca em questões mais profundas sobre como as cidades constroem sua memória institucional e quem tem autoridade para definir quais nomes merecem espaço nos equipamentos públicos. Com versões opostas sobre legalidade e ética, o conflito entre os dois gestores promete continuar marcando a política local.

A disputa política entre o prefeito Arnaldinho Borgo e seu antecessor Max Filho não arrefeceu após o encerramento da campanha eleitoral em Vila Velha. Desta vez, o ponto de atrito é uma escola de educação infantil no bairro Praia das Gaivotas, cuja placa foi trocada na quarta-feira, 13 de janeiro, conforme publicação no Diário Oficial do município.

A unidade municipal de educação infantil (UMEI) que antes homenageava Josias Damázio Martins, descrito como servidor público exemplar, agora leva o nome de Vereador Arnaldo Borgo — o pai do prefeito em exercício. A mudança foi formalizada pela administração Borgo, gerando reação imediata de Max Filho, que utilizou as redes sociais para expressar sua contrariedade.

Max Filho, filiado ao PSDB e ex-gestor municipal, não poupou críticas. Afirmou repudiar o ato, argumentando que a escola havia sido construída durante sua gestão e que a homenagem anterior reconhecia um servidor público de trajetória exemplar. Sua posição foi clara: se o prefeito desejava homenagear seu pai, deveria construir uma nova escola para isso, em vez de remover o nome de quem já havia sido reconhecido pelo trabalho prestado ao município.

A prefeitura respondeu às críticas por meio de nota oficial, alegando estar apenas cumprindo uma lei aprovada na legislatura anterior. Segundo a administração, duas leis foram votadas na câmara municipal com abstenção do então vereador Arnaldinho Borgo, respeitando o que chamou de princípio da impessoalidade. A gestão anterior, conforme a nota, não havia sancionado essas leis, deixando-as sem efeito. Agora, a administração Borgo afirma estar regularizando a situação ao implementar o que já havia sido aprovado legislativamente.

O conflito reflete tensões mais amplas entre os dois políticos, que se enfrentaram nas urnas recentemente. A questão de como nomear equipamentos públicos — se para homenagear servidores exemplares ou para reconhecer figuras políticas — toca em princípios de gestão pública e em como a memória institucional é construída nas cidades. Para Max Filho, a mudança representa uma apropriação indevida de um espaço público. Para a prefeitura, trata-se de cumprimento de lei anterior, ainda que controversa. O episódio sugere que as divergências entre os dois gestores seguirão marcando a política local nos próximos meses.

Manifesto o meu repúdio ao ato do prefeito de Vila Velha que revogou a homenagem feita à memória de Josias Damázio Martins, servidor público exemplar
— Max Filho, ex-prefeito
A gestão passada não sancionou e descumpriu a lei, que está sendo cumprida
— Prefeitura de Vila Velha
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Inventor

Por que essa disputa sobre o nome de uma escola infantil ganhou tanta visibilidade? Parece um detalhe administrativo.

Model

Porque não é só sobre uma placa. É sobre quem tem o direito de decidir como a cidade homenageia seus próprios servidores. Max está dizendo: vocês estão apagando a memória de um funcionário público exemplar para colocar o nome do pai do prefeito.

Inventor

E a prefeitura tem razão quando diz que está cumprindo uma lei anterior?

Model

Tecnicamente, talvez. Mas Max aponta algo importante: se a lei não foi sancionada antes, por que implementá-la agora, justamente quando você é o prefeito? Parece oportunista.

Inventor

Qual é o risco político real aqui para Arnaldinho Borgo?

Model

Ele fica marcado como alguém que usa máquinas públicas para benefício pessoal e familiar. Numa cidade pequena, isso pega. Max está plantando a ideia de que o prefeito está confundindo patrimônio público com patrimônio privado.

Inventor

Isso vai virar um processo legal ou é só briga política mesmo?

Model

Por enquanto é briga política amplificada nas redes sociais. Mas se Max conseguir mobilizar vereadores ou a sociedade civil, pode se transformar em pressão real para reverter a decisão.

Inventor

O que Josias Damázio Martins representava para a cidade?

Model

Era um servidor público que deixou marca. Não era político. Isso é o que Max está defendendo — que equipamentos públicos devem homenagear quem serviu bem, não quem tem poder político no momento.

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