Matheus Cunha é a grande história da fase de grupos, diz Julio Gomes

Ele é muito importante na retomada de bola
Julio Gomes explica por que Matheus Cunha é a grande história da fase de grupos apesar de pouca visibilidade na posse.

Enquanto os holofotes da Copa do Mundo de 2026 iluminam os nomes consagrados, o comentarista Julio Gomes aponta para uma figura que opera nas sombras da seleção brasileira: Matheus Cunha. Não é pela posse de bola que ele se distingue, mas pela capacidade de transformar defesa em ataque nos instantes decisivos — uma virtude silenciosa que, segundo Gomes, define o Brasil desta fase de grupos mais do que qualquer estatística aparente. A vitória por 3 a 0 sobre a Escócia selou não apenas a classificação, mas a redescoberta de uma identidade tática.

  • O Brasil encerrou a fase de grupos com uma vitória convincente sobre a Escócia por 3 a 0, mas o caminho até ali não foi linear — um tropeço tático contra Marrocos expôs fragilidades reais.
  • Ancelotti se afastou de sua própria estratégia no jogo contra Marrocos, gerando um time irreconhecível, antes de corrigir o rumo diante do Haiti e consolidar o padrão contra a Escócia.
  • Matheus Cunha emerge como a peça mais intrigante da equipe: pouco visível na posse, mas decisivo nas transições que convertem pressão adversária em gols brasileiros.
  • Vinícius Júnior brilha como superestrela, mas é Cunha quem Gomes elege como a grande narrativa humana e tática desta primeira etapa.
  • O horizonte aponta para um mata-mata em que Neymar pode perder espaço, com Cunha e Vinícius como eixos centrais de um Brasil que parece ter encontrado a si mesmo.

A vitória sobre a Escócia por 3 a 0 fechou a fase de grupos do Brasil na Copa de 2026 com uma mensagem tática clara. Para o comentarista Julio Gomes, porém, a história mais importante dessa etapa não está nos grandes nomes que dominam o noticiário global — está em Matheus Cunha, um atacante que trabalha longe dos holofotes.

Cunha joga recuado, pouco visível quando o Brasil tem a bola. Mas é justamente nesse recuo que reside seu valor: quando a seleção recupera a posse, ele dispara a transição, convertendo defesa em ataque com velocidade e precisão. Gomes enxerga nessa característica a explicação para o tipo de gol que o Brasil construiu ao longo da fase — não pela posse prolongada, mas pela efetividade nos momentos de ruptura.

A trajetória tática da seleção também foi irregular. Contra Marrocos, Ancelotti se afastou da estratégia que vinha usando há um ano, resultando em um time diferente do habitual. O retorno ao padrão veio contra o Haiti, em uma partida tranquila, e foi mantido diante da Escócia — consolidando um caminho que parecia ter sido reencontrado.

Vinícius Júnior também se destacou como superestrela ao longo da fase. Mas é Cunha, o jogador que menos aparece na posse, quem Gomes aponta como a verdadeira revelação desta etapa — não pelos toques acumulados, mas pela qualidade do trabalho nos momentos que realmente definem partidas.

A vitória do Brasil sobre a Escócia por 3 a 0 encerrou a fase de grupos da Copa do Mundo de 2026 com um retrato claro do que funciona e do que não funciona nesta seleção. Para o comentarista Julio Gomes, porém, a história mais relevante dessa primeira etapa não é sobre os nomes que dominam as conversas globais — Messi, Haaland, Mbappé, Cristiano Ronaldo — mas sobre um jogador que trabalha nas sombras: Matheus Cunha.

Cunha não é o tipo de atacante que salta aos olhos quando o Brasil tem a bola. Ele joga recuado, menos visível na construção do jogo ofensivo tradicional. Mas é exatamente nesse recuo que reside sua importância. Quando a seleção recupera a posse, Cunha está ali para disparar a aceleração, para transformar defesa em ataque com velocidade. Gomes observa que essa característica se reflete diretamente no tipo de gol que o Brasil construiu ao longo da primeira fase — não tanto pela posse prolongada, mas pela efetividade na transição.

A análise de Gomes também aponta para uma trajetória tática mais ampla. O Brasil teve um jogo ruim contra Marrocos, momento em que o técnico Carlo Ancelotti decidiu se afastar da estratégia que vinha usando há um ano de comando. Aquele desvio resultou em um time diferente do habitual. Depois disso, contra o Haiti, a seleção voltou ao padrão — um jogo que Gomes descreve como tranquilo, sem grandes dificuldades. E então Ancelotti manteve essa mesma estrutura para enfrentar a Escócia, consolidando um caminho tático que parecia ter sido encontrado.

O que emerge dessa leitura é uma seleção que conhece melhor a si mesma após a fase de grupos. Vinícius Júnior também merece destaque, atuando como superestrela ao longo da primeira etapa. Mas é Cunha, o jogador que não aparece tanto nos momentos de posse, que Gomes identifica como a verdadeira história dessa primeira fase — não pela quantidade de toques na bola, mas pela qualidade do trabalho realizado nos momentos que realmente importam.

Matheus Cunha é a grande história dessa primeira fase. Quando o Brasil tem a bola, parece não estar ajudando tanto, mas ele é muito importante na retomada de bola.
— Julio Gomes, comentarista
The Hearth Conversation Another angle on the story
Inventor

Por que Matheus Cunha se tornou a história da fase de grupos se ele não é tão visível quando o Brasil tem a bola?

Model

Porque o futebol não é só posse. Cunha trabalha na retomada, naquele momento em que você recupera a bola e precisa acelerar. É um tipo de contribuição que não aparece nos números de toque, mas aparece nos gols.

Inventor

Então a vitória sobre a Escócia confirmou algo que já estava acontecendo?

Model

Confirmou e consolidou. O Brasil tinha tido um jogo ruim contra Marrocos, saiu do seu padrão. Depois voltou contra o Haiti, manteve contra a Escócia. Ancelotti encontrou um caminho.

Inventor

E Neymar nesse contexto?

Model

Fica como reserva no mata-mata. Vinícius Júnior está jogando como superestrela, Cunha está fazendo o trabalho invisível que funciona. O time encontrou seu ritmo.

Inventor

Esse tipo de jogador — o que trabalha na transição — é mais importante em Copa do Mundo?

Model

Em Copa, sim. Os jogos são mais tensos, menos espaço. Quem recupera rápido e acelera bem tem vantagem. Cunha entendeu isso.

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