Marta Prates vê Refúgios Climáticos como resposta aos desafios das alterações climáticas

O turismo do futuro será necessariamente mais sustentável e resiliente
Marta Prates enquadra o programa de refúgios climáticos como alinhado com a visão de um turismo que coloca o bem-estar das pessoas em primeiro lugar.

Numa sexta-feira de junho, a aldeia medieval de Monsaraz tornou-se o palco simbólico do lançamento do Programa Refúgios Climáticos | Stay Cool, uma iniciativa do Turismo de Portugal que pretende tecer uma rede nacional de espaços de acolhimento para os períodos de calor extremo que o futuro promete multiplicar. A escolha do interior alentejano não foi acidental: ela carrega a mensagem de que as respostas aos desafios climáticos não pertencem apenas às grandes cidades, mas emergem também dos territórios que guardam identidade, paisagem e memória. Na voz da autarca Marta Prates, o evento traduz-se num reconhecimento de que adaptar o turismo ao clima é, antes de tudo, um ato de responsabilidade para com as pessoas.

  • O calor extremo deixou de ser exceção e passou a ser variável estratégica: o Turismo de Portugal responde criando uma rede nacional de refúgios climáticos para proteger residentes e visitantes.
  • A escolha de Monsaraz como palco do lançamento provoca uma deslocação simbólica do poder de resposta — do litoral e das capitais para o interior profundo do país.
  • A autarca Marta Prates assume o momento com orgulho mas também com peso: o território é agora chamado a adaptar-se, a inovar e a demonstrar resiliência perante novas realidades climáticas.
  • Entidades nacionais como o Turismo de Portugal e a Entidade Regional do Alentejo e Ribatejo marcaram presença, sinalizando que o interior deixou de ser periferia nas decisões estratégicas do turismo nacional.
  • O programa aponta para um turismo do futuro mais sustentável e atento ao bem-estar humano — e Monsaraz posiciona-se como laboratório vivo dessa transformação.

Monsaraz recebeu na sexta-feira o lançamento do Programa Refúgios Climáticos | Stay Cool, uma iniciativa do Turismo de Portugal que visa criar uma rede nacional de espaços preparados para acolher pessoas durante períodos de calor extremo. A escolha do município alentejano não foi casual, e a presidente da Câmara de Reguengos de Monsaraz, Marta Prates, leu nela um reconhecimento do território e da sua capacidade de contribuir para as respostas nacionais às alterações climáticas.

Durante a sessão, Prates sublinhou que o concelho enfrenta este momento com orgulho, mas também com responsabilidade. A presença de entidades como o Turismo de Portugal, a Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo e representantes do Governo foi interpretada pela autarca como sinal da relevância crescente que a região tem vindo a conquistar no panorama turístico nacional.

Para Prates, o lançamento em Monsaraz representa o reconhecimento de um percurso de valorização da paisagem, do património e da autenticidade local. «Vivemos uma altura em que se exige visão, capacidade de adaptação», afirmou, defendendo que o programa reflete precisamente essa necessidade de preparar os destinos turísticos para novas realidades climáticas, sem perder de vista o bem-estar das populações.

A autarca aproveitou ainda para reivindicar o papel dos territórios do interior na construção de soluções nacionais, argumentando que a adaptação climática e os modelos turísticos mais resilientes devem envolver todo o país. «O turismo do futuro será necessariamente um turismo mais sustentável, mais resiliente e muito atento ao bem-estar das pessoas», concluiu — e Monsaraz, neste dia, colocou-se no centro dessa visão.

Monsaraz recebeu na sexta-feira o lançamento do Programa Refúgios Climáticos | Stay Cool, uma iniciativa do Turismo de Portugal destinada a criar uma rede nacional de espaços preparados para acolher residentes e visitantes durante períodos de calor extremo. A escolha do município alentejano para sediar o evento não foi casual. Marta Prates, presidente da Câmara Municipal de Reguengos de Monsaraz, vê nela um reconhecimento tanto do território quanto da sua capacidade de contribuir para as respostas aos desafios colocados pelas alterações climáticas.

Durante a sessão promovida pelo Turismo de Portugal, Prates destacou o simbolismo da decisão de lançar o programa em Monsaraz. O concelho, disse, enfrenta este momento com orgulho, mas também com responsabilidade — uma responsabilidade que emerge do facto de os territórios serem agora chamados a adaptar-se a novos desafios climáticos. A presença de entidades nacionais como o Turismo de Portugal, a Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, e representantes do Governo em Monsaraz demonstra, na perspectiva da autarca, a relevância crescente que o território tem vindo a assumir no panorama turístico nacional.

Para Prates, a realização da apresentação em Monsaraz constitui um reconhecimento do percurso que o concelho tem desenvolvido na valorização da paisagem, do património e da oferta turística. A estratégia municipal tem passado por manter vivas as características que distinguem a região, preservando tradições e formas autênticas de receber visitantes. Segundo a autarca, o território tem procurado afirmar-se através da sua identidade e autenticidade, elementos que fazem parte da experiência de quem visita a região.

Os desafios colocados pelas alterações climáticas, na visão de Prates, exigem respostas concretas e uma maior capacidade de adaptação dos territórios. «Vivemos uma altura em que se exige visão, capacidade de adaptação», afirmou ao Jornal ODigital.pt. O programa apresentado pelo Turismo de Portugal reflete precisamente essa abordagem, na sua perspectiva. A iniciativa demonstra a necessidade de preparar os destinos turísticos para novas realidades climáticas, conciliando desenvolvimento turístico com o bem-estar das populações.

Monsaraz e o Grande Lago Alqueva reúnem características que os tornam particularmente relevantes para a discussão sobre sustentabilidade, adaptação climática e desenvolvimento turístico, segundo a autarca. Nesse contexto, Prates defendeu que «o turismo do futuro será necessariamente um turismo mais sustentável, mais resiliente e muito atento ao bem-estar das pessoas». O programa Refúgios Climáticos | Stay Cool enquadra-se, portanto, como uma medida alinhada com essa visão de futuro.

A presidente da Câmara aproveitou ainda a ocasião para destacar o papel dos territórios do interior na definição de soluções para desafios nacionais. A presença das entidades nacionais em Monsaraz, sustentou Prates, «reforça a importância que os territórios do interior têm na construção de respostas nacionais para os desafios do futuro». A autarca considera que a atenção dada ao interior representa um sinal positivo para os municípios destas regiões, defendendo que a adaptação às alterações climáticas e a construção de modelos turísticos mais resilientes devem envolver todo o território nacional, não apenas os centros urbanos.

Vivemos uma altura em que se exige visão, capacidade de adaptação
— Marta Prates, presidente da Câmara Municipal de Reguengos de Monsaraz
O turismo do futuro será necessariamente um turismo mais sustentável, mais resiliente e muito atento ao bem-estar das pessoas
— Marta Prates
The Hearth Conversation Another angle on the story
Inventor

Por que é que Monsaraz foi escolhida especificamente para este lançamento?

Model

Porque o território tem um percurso consolidado na valorização do património e da paisagem. Mas também porque representa algo simbólico — um interior que não está à margem das soluções nacionais, mas no centro delas.

Inventor

Marta Prates fala muito em «responsabilidade». Que responsabilidade é essa?

Model

É a de um município que agora é chamado a ser modelo. Não é apenas receber o programa — é demonstrar que pode implementá-lo, que pode ser um espaço de inspiração para outras regiões.

Inventor

O programa foca-se em períodos de calor extremo. Isso é uma preocupação real em Monsaraz?

Model

É uma preocupação real em todo o país. Mas Monsaraz, com o Alqueva e o clima do interior, é um lugar onde essa realidade é particularmente visível. Faz sentido começar ali.

Inventor

A autarca menciona «turismo mais sustentável». Isso é apenas retórica ou há mudança concreta?

Model

O programa é concreto — cria uma rede nacional de espaços. Mas a mudança depende de como cada território o implementa. Monsaraz está a sinalizar que quer ser parte dessa transformação.

Inventor

E o interior? Por que é que Prates insiste tanto no papel do interior?

Model

Porque historicamente o interior foi deixado para trás nas políticas nacionais. Isto é uma oportunidade de mostrar que o interior não é apenas um problema a resolver, mas uma solução a oferecer.

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