Numa manhã de agosto em Fnideq, junto à fronteira que separa Marrocos de Ceuta, as autoridades marroquinas silenciaram as câmeras antes que pudessem registar o que acontecia aos que tentavam atravessá-la. A expulsão de jornalistas espanhóis da EFE e da TVE — sob ameaça de confisco de equipamentos e credenciais — não é apenas um incidente diplomático, mas um sinal de como as crises migratórias tendem a encolher o espaço onde a verdade pode ser contada. Quando quase 300 pessoas são detidas num único dia e pelo menos 96 morreram em travessias recentes, o que fica por documentar pesa tanto quanto
Marrocos expulsa jornalistas espanhóis que cobriam crise migratória em Ceuta
Quase 300 migrantes foram detidos ao tentar entrar irregularmente em Ceuta; pelo menos 96 pessoas morreram durante travessias anteriores.