Nas margens de Ceuta, onde a Europa e África se tocam com toda a sua tensão histórica, Marrocos reconheceu pela primeira vez o custo humano de uma travessia que mobilizou dezenas de milhares de pessoas em poucos dias. O governo de Rabat confirmou 11 mortes e atribuiu a crise não apenas às redes de tráfico, mas à forma como uma decisão judicial espanhola foi distorcida e amplificada nas redes sociais, transformando uma nuance jurídica numa promessa de passagem segura. Entre os números divergentes dos dois lados da fronteira — 11 ou 88 mortos, 40.000 ou 50.000 atravessamentos — reside uma verdad
Marrocos admite 11 mortos em Ceuta e culpa interpretação errada de decisão espanhola
Pelo menos 11 mortos confirmados por Marrocos (potencialmente até 88 segundo autoridades espanholas) durante tentativa de travessia da fronteira de Ceuta.