Emergiu para dizer que não se sentia bem. Depois disso, desapareceu.
Num sábado de verão, à beira de Roma, Luigi Cavallari entrou nas águas do Lago Vico para se refrescar e não voltou. O marido da ministra italiana da Família Eugenia Rocella emergiu apenas o tempo suficiente para dizer que se sentia mal — e o lago guardou-o. A distância de um barco à deriva, a opacidade das águas e o silêncio das profundezas transformaram um momento banal numa tragédia que a família, e o país, observam com angústia crescente.
- Luigi Cavallari desapareceu no Lago Vico após mergulhar de um pequeno barco onde seguia com a ministra Eugenia Rocella e os dois filhos do casal.
- O barco tinha-se afastado quando ele regressou à superfície em dificuldades — a distância de poucos metros foi suficiente para que ninguém chegasse a tempo.
- Polícias, bombeiros, mergulhadores especializados, um helicóptero dos Carabinieri e um robô de visão noturna foram mobilizados de imediato para o local.
- As condições subaquáticas revelaram-se quase intransponíveis: visibilidade nula mesmo em águas rasas e temperaturas proibitivas nas profundezas.
- As autoridades apontam para um choque térmico como causa provável; a imprensa italiana considera a hipótese de o encontrar vivo como quase nula.
- Eugenia Rocella foi levada a casa com os filhos, acompanhando à distância as buscas que continuavam sem resultado no lago.
No sábado à tarde, Luigi Cavallari mergulhou no Lago Vico para se refrescar, a bordo de um pequeno barco com a mulher, a ministra italiana da Família Eugenia Rocella. Regressou à superfície momentos depois para dizer que não se sentia bem — e desapareceu. O barco tinha-se afastado o suficiente para que ninguém conseguisse chegar a tempo. A ministra chamou por ele em vão. Os dois filhos do casal, que estavam em terra, correram para a água quando foram alertados pela mãe. O dono de um restaurante próximo presenciou o pânico que se instalou na margem.
As autoridades responderam de imediato. Polícias, bombeiros e mergulhadores especializados foram enviados para o local, acompanhados por um helicóptero dos Carabinieri e por um robô de visão noturna colocado nas profundezas do lago. Mas o Lago Vico não facilitou a busca: a visibilidade era quase nula mesmo em águas rasas, e as temperaturas tornavam-se proibitivas à medida que se descia. O robô não recolheu qualquer informação útil.
As autoridades avançaram com a hipótese de choque térmico como causa provável do desaparecimento. A imprensa italiana, entretanto, escrevia que as probabilidades de encontrar Cavallari com vida eram quase nulas. O Lago Vico tem um historial de tragédias semelhantes.
Eugenia Rocella, casada com Luigi desde 1976, foi levada a casa com os filhos, de onde acompanhava as operações. O presidente da região de Lácio, Francesco Rocca, expressou a solidariedade de toda a região com a ministra. As equipas de resgate continuavam a trabalhar, mas cada hora que passava tornava o desfecho mais sombrio.
No sábado à tarde, Luigi Cavallari entrou na água do Lago Vico para se refrescar. Estava num pequeno barco com a mulher, a ministra italiana da Família Eugenia Rocella, a poucos quilómetros de Roma. Emergiu momentos depois para dizer que não se sentia bem. Depois disso, desapareceu.
O incidente ocorreu por volta das 17h30, numa zona do lago onde havia vários banhistas a observar. Segundo os relatos recolhidos pelas autoridades, o barco não estava ancorado quando Cavallari mergulhou. Quando ele regressou à superfície em dificuldades, a embarcação tinha-se afastado o suficiente para que ninguém conseguisse chegar a tempo. A ministra procurou-o e chamou em vão. Testemunhas viram os dois filhos do casal, que estavam em terra, a correr para dentro da água quando foram alertados pela mãe. O dono do restaurante Fiorò, que presenciou tudo, descreveu a cena de pânico que se desenrolou diante dele.
As autoridades italianas mobilizaram-se imediatamente. Polícias, bombeiros e equipas especializadas de mergulho foram enviadas para o local. Um helicóptero dos Carabinieri sobrevoava o lago enquanto mergulhadores do Corpo de Bombeiros iniciavam buscas subaquáticas. Um robô de visão noturna foi também colocado em operação para tentar localizar Cavallari nas profundezas.
Mas as condições do lago tornaram a busca quase impossível. A visibilidade era extremamente reduzida, quase nula mesmo em águas rasas, e as temperaturas tornavam-se proibitivas à medida que se descia. Andrea Nino Caputo, vice-presidente da câmara de Viterbo que coordenava a operação, explicou aos jornalistas que estas circunstâncias dificultavam significativamente os esforços de resgate. O robô subaquático não conseguiu recolher qualquer informação relevante.
As autoridades apontam para um choque térmico como a causa provável do desaparecimento. A imprensa italiana, entretanto, começou a escrever que a probabilidade de encontrar Cavallari com vida era quase nula naquele momento. O Lago Vico tem um historial de tragédias — outros afogamentos tinham ocorrido ali anteriormente.
Eugenia Rocella, casada com Luigi desde 1976 e mãe dos seus dois filhos, foi levada para casa com as crianças. De lá acompanhava as notícias das operações de busca que continuavam no lago. O presidente da região de Lácio, Francesco Rocca, emitiu um comunicado expressando a solidariedade de toda a região com a ministra nesta hora de angústia. O comandante provincial dos Carabinieri, Alfredo Antro, e o comissário Giorgio Di Munno estavam no terreno a coordenar os esforços.
A operação de resgate prosseguia, mas cada hora que passava tornava menos provável um desfecho positivo. O lago mantinha o seu segredo, e as equipas de mergulho continuavam a trabalhar contra as condições adversas que tornavam quase impossível qualquer esperança de encontrar o homem com vida.
Notable Quotes
A visibilidade é extremamente baixa, quase nula, mesmo em águas rasas, e as temperaturas tornam-se proibitivas à medida que descem— Andrea Nino Caputo, vice-presidente da câmara de Viterbo
Nestas horas de angústia, toda a região de Lácio está ao lado da ministra Eugenia Rocella— Francesco Rocca, presidente da região de Lácio
The Hearth Conversation Another angle on the story
Como é que um mergulho rápido para se refrescar se transforma numa tragédia tão rápida?
O barco não estava ancorado. Quando ele emergiu em dificuldades, já estava longe o suficiente para que ninguém conseguisse chegar a tempo. Foram segundos.
E a ministra estava lá, a ver tudo acontecer?
Sim. Procurou-o, chamou por ele. Os filhos estavam em terra e viram a mãe em pânico. É o tipo de coisa que fica com as pessoas.
As buscas têm alguma hipótese de sucesso com aquela visibilidade?
Quase nenhuma. O lago é muito fundo em certos pontos, a água é fria, e não conseguem ver nada. O robô subaquático não conseguiu recolher nada útil.
Então as autoridades já sabem o que aconteceu?
Suspeitam de um choque térmico — o corpo reage mal à mudança de temperatura. Mas sem encontrá-lo, é apenas uma hipótese.
Este lago tem um historial?
Sim. Já houve outros afogamentos ali. Não é um local seguro para mergulhos, especialmente em condições como aquelas.
E agora, o que acontece?
As buscas continuam, mas a imprensa italiana já está a preparar as pessoas para o pior. Cada hora que passa torna menos provável encontrá-lo vivo.