Seu compromisso é inabalável, mas a mão diz outra coisa
Trump foi visto novamente com base na mão direita durante encontro com presidente da FIFA, padrão que se repete desde julho. Casa Branca confirmou insuficiência venosa crônica, atribuindo hematomas ao uso de aspirina e apertos de mão frequentes.
- Trump apareceu com maquiagem na mão direita em encontro com presidente da FIFA em 22 de agosto
- Casa Branca confirmou insuficiência venosa crônica em julho, atribuindo hematomas a aspirina e apertos de mão
- Padrão de maquiagem e ocultação se repete desde fevereiro de 2025
Donald Trump reaparece com maquiagem na mão direita, confirmando insuficiência venosa crônica diagnosticada em julho. Casa Branca garante que saúde do presidente permanece estável.
Donald Trump apareceu novamente em público na sexta-feira com maquiagem na mão direita, desta vez durante um encontro oficial em Washington com o presidente da FIFA, Gianni Infantino. Repórteres presentes notaram que o presidente americano usava base para disfarçar marcas visíveis no dorso da mão — um padrão que se tornou recorrente desde julho, quando a Casa Branca confirmou pela primeira vez a existência de hematomas em sua pele.
Este não é um episódio isolado. Desde fevereiro, imagens mostram a mão de Trump com coloração anormal: roxeada em alguns momentos, amarelada em outros. Em maio, ao embarcar para o Catar, fotógrafos capturaram o dorso da mão aparentemente coberto por maquiagem. O mesmo ocorreu em junho, durante a cúpula da Otan. Agora, em agosto, a situação se repete. Nos últimos meses, Trump tem tentado contornar o problema de diferentes formas — cobrindo a mão com a outra, gesticulando de forma exagerada, ou simplesmente aplicando base para disfarçar as marcas.
Quando questionada sobre o uso de maquiagem, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, evitou responder diretamente. Em vez disso, enfatizou a rotina intensa do presidente. "Trump é um homem do povo e se encontra com mais americanos e aperta as mãos deles diariamente, mais do que qualquer outro presidente na história. Seu compromisso é inabalável", declarou. A resposta não acalmou as especulações públicas sobre o que realmente estava acontecendo com a saúde do líder.
Em julho, após as primeiras imagens circularem mostrando inchaço nos pés e tornozelos além das manchas roxas nas mãos, a Casa Branca divulgou um memorando oficial. O documento, assinado pelo médico presidencial Sean Barbabella, confirmou que Trump foi diagnosticado com insuficiência venosa crônica — uma condição considerada benigna e comum em pessoas acima dos 70 anos. O comunicado garantiu que não havia sinais de trombose, insuficiência cardíaca ou comprometimento renal. A explicação oferecida foi que os hematomas resultavam do uso de aspirina combinado com os frequentes apertos de mão. Exames de sangue e ultrassonografias foram realizados. "O presidente Trump continua em excelente estado de saúde", concluiu o texto oficial.
A insuficiência venosa crônica ocorre quando as veias das pernas não conseguem bombear o sangue adequadamente de volta ao coração. O problema gera acúmulo de líquido, inchaço e manchas roxas, podendo atingir outras áreas do corpo além dos membros inferiores. Especialistas apontam que idade avançada, predisposição genética, obesidade, gravidez, uso de anticoncepcionais à base de estrógeno e longos períodos em pé são fatores que favorecem o surgimento da doença. Embora geralmente não seja grave, a condição pode causar desconforto estético e físico.
O que permanece em questão é a transparência em torno da situação. A Casa Branca ofereceu uma explicação médica e garantiu que tudo está sob controle, mas a repetição dos episódios — e a tentativa contínua de ocultá-los — alimenta dúvidas públicas. O padrão de aparições com maquiagem, cobrindo a mão ou gesticulando de forma incomum, sugere que o presidente e sua equipe estão preocupados com a percepção pública de sua saúde, independentemente das garantias oficiais de estabilidade.
Citas Notables
Trump é um homem do povo e se encontra com mais americanos e aperta as mãos deles diariamente, mais do que qualquer outro presidente na história— Karoline Leavitt, porta-voz da Casa Branca
O presidente Trump continua em excelente estado de saúde— Memorando oficial do médico presidencial Sean Barbabella
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Por que a Casa Branca não simplesmente deixa a mão visível, se a condição é benigna e comum?
Porque a percepção importa tanto quanto a realidade médica. Uma mão com hematomas visíveis levanta questões sobre vigor e capacidade — coisas que presidentes precisam projetar, especialmente em encontros oficiais.
A explicação sobre apertos de mão frequentes e aspirina é plausível?
Tecnicamente, sim. Aspirina afina o sangue, e apertos de mão repetidos podem causar pequenos traumas. Mas o padrão desde fevereiro sugere algo mais persistente do que isso explicaria.
O que a insuficiência venosa crônica realmente significa para um presidente em exercício?
Na maioria dos casos, pouco. É incômoda, pode causar dor nas pernas, mas não afeta cognição ou capacidade de decisão. O problema real é que qualquer sinal de fragilidade física se torna munição política.
Por que a Casa Branca não foi mais direta sobre isso desde o início?
Porque admitir qualquer condição de saúde, por menor que seja, abre a porta para perguntas maiores. Uma vez que você começa a explicar, as pessoas querem saber mais — e a confiança já foi abalada.
Isso vai embora sozinho?
Provavelmente não. A insuficiência venosa crônica é crônica — significa que fica. O que pode mudar é como Trump e sua equipe escolhem lidar com isso publicamente.