Mãe de Henry troca de advogado; novo defensor promete 'atuar com a verdade'

Morte de criança de 4 anos; mãe presa sob suspeita de homicídio qualificado e internada em hospital penitenciário com problemas de saúde.
Trabalharemos com os fatos conforme ocorreram
Novo advogado de Monique Medeiros sinaliza mudança de estratégia após troca de defensor.

Em meio ao luto que o Brasil acompanha pelo menino Henry Borel, morto aos quatro anos, sua mãe Monique Medeiros enfrenta simultaneamente o peso da prisão e o colapso de sua estratégia jurídica. Na segunda-feira, 12 de abril, a Justiça do Rio de Janeiro negou seu pedido de habeas corpus, mantendo-a detida por 30 dias ao lado do namorado vereador Dr. Jairinho, enquanto ela trocava de advogado e era transferida para um hospital penitenciário com sinais de adoecimento. O caso expõe, com crueza, como a morte de uma criança pode desmantelar ao mesmo tempo uma família, uma defesa jurídica e a saúde de quem está no centro da investigação.

  • O habeas corpus de Monique foi negado pelo desembargador Joaquim Domingos de Almeida Neto, que considerou a prisão temporária imprescindível para o avanço das investigações sobre a morte de Henry.
  • A troca de advogado — do compartilhado André França Barreto para o criminalista Thiago Minagé — sinaliza uma possível ruptura na estratégia de defesa conjunta com o vereador Dr. Jairinho.
  • Monique foi transferida na madrugada para o hospital penitenciário Hamilton Agostinho de Castro com suspeita de infecção urinária, dores abdominais, ansiedade e hipertensão.
  • O novo defensor, que já representou Eduardo Cunha, prometeu atuar estritamente com base nos fatos — sem espaço para interpretações favoráveis que não encontrem respaldo na realidade dos acontecimentos.
  • Mãe e namorado permanecem presos por 30 dias enquanto a polícia investiga as circunstâncias da morte do menino de quatro anos.

Na segunda-feira, 12 de abril, Monique Medeiros acumulou dois reveses em poucas horas: a Justiça do Rio negou seu pedido de habeas corpus e ela trocou de advogado. Presa havia quatro dias sob acusação de homicídio qualificado pela morte do filho Henry Borel, de 4 anos, Monique passaria a ser defendida pelo criminalista Thiago Minagé — conhecido por ter representado o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha. Em comunicado, Minagé foi direto: trabalharia apenas com os fatos como realmente ocorreram.

Até então, Monique dividia o mesmo advogado com o namorado, o vereador Dr. Jairinho, ambos presos na quinta-feira anterior. A mudança de defensor sinalizou uma possível separação nas estratégias jurídicas do casal. Monique seguia negando que Jairinho tivesse agredido ou matado o filho.

Na madrugada daquele mesmo dia, ela foi transferida do Instituto Penal Esmael Sirieiro, em Niterói, para o hospital penitenciário Hamilton Agostinho de Castro, na zona oeste do Rio. As queixas eram de dificuldade para urinar e dores abdominais — suspeita de infecção urinária. O relatório médico registrou ainda ansiedade e pressão arterial elevada. Dentro da cela, ela havia chorado e pedido atenção.

À tarde, o desembargador Joaquim Domingos de Almeida Neto, da 7ª Câmara Criminal, negou o habeas corpus tanto para Monique quanto para Jairinho. O magistrado explicou que a prisão temporária se justifica quando é imprescindível para as investigações — e que substituí-la por medidas cautelares seria juridicamente contraditório, pois essas alternativas se aplicam apenas à prisão preventiva. Os dois permaneceriam detidos por 30 dias, enquanto a polícia continuava investigando a morte de Henry.

Na segunda-feira, 12 de abril, Monique Medeiros enfrentou dois golpes simultâneos: a Justiça do Rio de Janeiro negou seu pedido de habeas corpus, e ela trocou de advogado. A mãe do menino Henry Borel, morto aos 4 anos, estava presa havia quatro dias, acusada de homicídio qualificado. Agora teria um novo defensor.

Thiago Minagé, criminalista que já havia representado o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, assumiria sua defesa. Em comunicado, Minagé foi direto ao ponto: trabalharia apenas com os fatos conforme realmente ocorreram, prometendo atuar com a verdade. Não havia espaço para estratégias mais criativas ou interpretações generosas dos acontecimentos.

Até então, Monique havia compartilhado o mesmo advogado, André França Barreto, com seu namorado, o vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho. Ambos foram presos na quinta-feira anterior. Enquanto isso, ela negava que Jairinho tivesse agredido ou matado o filho. A mudança de defensor sinalizava uma possível ruptura nessa estratégia conjunta.

Na madrugada de segunda-feira, Monique foi transferida do Instituto Penal Esmael Sirieiro, em Niterói, para o hospital penitenciário Hamilton Agostinho de Castro, na zona oeste do Rio. Ela se queixava de dificuldade para urinar e dores abdominais — suspeita de infecção urinária. O relatório médico registrou também sinais de ansiedade e pressão arterial elevada. Dentro da cela, ela havia chorado, gritado, pedido atenção.

À tarde, o desembargador Joaquim Domingos de Almeida Neto, da 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça, negou o habeas corpus tanto para Monique quanto para Jairinho. Ambos permaneceriam presos temporariamente por 30 dias. Na fundamentação, o magistrado explicou que a prisão temporária só se justifica quando é imprescindível para as investigações do inquérito policial. Substituir essa prisão por medidas cautelares diversas, argumentou, seria contraditório — essas medidas alternativas se aplicam apenas à prisão preventiva, que opera sob fundamentos completamente diferentes.

Monique seguiria detida enquanto a polícia continuava investigando a morte de seu filho. Seu novo advogado teria 30 dias para trabalhar com os fatos.

Trabalharemos com os fatos conforme ocorreram
— Thiago Minagé, novo advogado de Monique Medeiros
A prisão temporária é decretada apenas quando imprescindível para as investigações do inquérito policial
— Desembargador Joaquim Domingos de Almeida Neto, ao negar habeas corpus
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Inventor

Por que ela trocou de advogado justamente neste dia, quando tudo piorava?

Model

Talvez porque compartilhar o mesmo defensor com o namorado acusado de matar seu filho criasse um conflito impossível. Ela precisava de alguém que defendesse seus interesses, não os dele.

Inventor

E o que significa "atuar com a verdade"? Não é isso que todo advogado deveria fazer?

Model

Em teoria, sim. Mas a frase sugere uma mudança de postura — menos negação, mais confronto com os fatos reais. É uma forma de dizer que não vai mais proteger Jairinho.

Inventor

Ela estava internada em hospital penitenciário. Qual era seu estado?

Model

Ansiedade, pressão alta, infecção urinária. Seu corpo estava reagindo ao confinamento e à situação. Chorava, gritava, pedia atenção dentro da cela.

Inventor

O habeas corpus foi negado. Isso significava mais quanto tempo presa?

Model

Trinta dias de prisão temporária, no mínimo. Tempo suficiente para a polícia investigar, para ela pensar, para seu novo advogado trabalhar.

Inventor

Qual era a acusação exata contra ela?

Model

Homicídio qualificado. Não apenas morte — morte com circunstâncias agravantes. Seu filho tinha 4 anos.

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