Ele só queria brincar. Mas meu filho não volta mais.
Em um domingo de férias que deveria ser de alegria, Davi Lucas de Miranda, oito anos, encontrou a morte onde deveria encontrar apenas diversão. No Di Roma Acqua Park, em Caldas Novas, uma fita de interdição foi tudo que separou a criança de um toboágua desativado a quinze metros de altura — e essa distância, tão pequena em aparência, revelou uma falha que famílias e sociedade agora são obrigadas a encarar: a segurança de nossas crianças não pode depender de gestos simbólicos.
- Uma fita de interdição foi o único obstáculo entre Davi e um toboágua desativado a quinze metros de altura — uma barreira simbólica que não impediu a tragédia.
- A família havia remarcado a viagem justamente para evitar riscos das chuvas, apenas para descobrir que o perigo os aguardava dentro do próprio parque.
- Davi sofreu parada cardíaca durante o transporte de helicóptero para Goiânia e não resistiu, transformando um passeio familiar em luto irreparável.
- O Grupo Di Roma afirma que a área estava fechada com tapume e devidamente sinalizada, enquanto a família e testemunhas apontam ausência de barreiras físicas e supervisão.
- A Polícia Técnico-Científica realizou perícia no local e o resultado sairá em dez dias, enquanto a família se prepara para medidas legais contra o estabelecimento.
Era domingo à tarde, 13 de fevereiro, quando Jaqueline Rosa preparava uma mamadeira para seu filho caçula no Di Roma Acqua Park, em Caldas Novas, Goiás. Seu filho Davi Lucas de Miranda, oito anos, pediu para ir ao banheiro. O pai autorizou — Davi conhecia bem o parque, sabia nadar, já havia estado lá muitas vezes. Ninguém imaginou que ele encontraria o toboágua conhecido como "Vulcão", em manutenção, separado do restante do parque apenas por uma fita de interdição. Ninguém imaginou que ele cairia de quinze metros de altura.
Davi foi atendido pelos guarda-vidas do parque e levado de ambulância ao Hospital Municipal de Caldas Novas em estado grave, onde precisou ser intubado. Uma equipe aérea do Corpo de Bombeiros foi acionada para transferi-lo de helicóptero a Goiânia, mas durante o trajeto a criança sofreu uma parada cardíaca. A equipe retornou. Davi não resistiu.
Jaqueline cobra respostas com a voz carregada de dor. "Só tinha uma fitinha interditando o brinquedo. Como não tinha ninguém lá?", pergunta. O tio de Davi, Giliard Miranda, é direto: não havia barreira física além da fita, e o toboágua estava sem água por causa da manutenção, o que eliminou qualquer amortecimento para a queda. "Se tivesse uma barreira física ou alguém tomando conta, ele não desceria de lá", afirma. A família planeja tomar medidas legais contra o estabelecimento.
O Grupo Di Roma afirmou em comunicado que a área estava fechada com tapume e devidamente sinalizada, que o espaço é vistoriado pelo Corpo de Bombeiros e que a empresa possui todos os alvarás necessários. Em cinquenta anos de operação, nunca havia enfrentado tragédia de tal magnitude. A empresa prometeu colaboração total com as investigações.
A Polícia Técnico-Científica realizou perícia no local na segunda-feira, 14 de fevereiro — o mesmo dia em que Davi foi velado e sepultado em Conselheiro Lafaiete, Minas Gerais, onde a família reside. O resultado da perícia está previsto para dez dias. "Meu filho era uma criança maravilhosa, cheia de planos. Ele só queria brincar", disse Jaqueline. A família espera que as investigações revelem o que falhou — e que nenhuma outra criança pague o mesmo preço.
Jaqueline Rosa estava preparando uma mamadeira para seu filho caçula quando tudo mudou. Era domingo à tarde, 13 de fevereiro, no Di Roma Acqua Park em Caldas Novas, Goiás. Seu filho Davi Lucas de Miranda, oito anos, tinha pedido para ir ao banheiro. O pai, Luciano, permitiu — Davi conhecia bem o parque, sabia nadar, tinha ido muitas vezes antes. Ninguém imaginava que ele encontraria um toboágua em manutenção, conhecido como "Vulcão", com apenas uma fita de interdição separando-o do resto do parque. Ninguém imaginava que ele cairia de quinze metros de altura.
A criança foi atendida por guarda-vidas do parque e levada de ambulância para o Hospital Municipal de Caldas Novas em estado grave. Precisou ser intubada. Uma equipe aérea do Corpo de Bombeiros foi acionada para transferi-lo de helicóptero para o Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira em Goiânia, mas durante o trajeto Davi sofreu uma parada cardíaca. A equipe teve que retornar. Ele não resistiu.
Agora Jaqueline cobra respostas. "Ele era uma criança de 8 anos. Só tinha uma fitinha interditando o brinquedo. Como não tinha ninguém lá?", pergunta, a voz carregada de dor e incompreensão. A família havia remarcado essa viagem especificamente para evitar riscos — as chuvas fortes que atingiram Minas Gerais em janeiro os fizeram adiar a ida a Caldas Novas. Jaqueline e Luciano queriam garantir a segurança dos filhos no caminho. Eles não esperavam que o perigo estivesse dentro do parque.
Giliard Miranda, tio de Davi, é mais direto na análise. Ele aponta que não havia barreira física além da fita. "Ele não teve maldade quando viu a fita. Não tinha nenhuma outra barreira física", explica. O menino estava acostumado com o parque, conhecia seus caminhos. Dessa vez, porém, o toboágua estava vazio por causa da manutenção — não havia água para amortecer a queda. Giliard acredita que houve negligência clara. "Se tivesse uma barreira física ou alguém tomando conta, ele não desceria de lá", afirma. A família planeja tomar medidas legais contra o estabelecimento.
O Grupo Di Roma respondeu com um comunicado. Afirmou que a área estava completamente fechada com tapume e devidamente sinalizada para reforma. Disse que o espaço é vistoriado com rigor pelo Corpo de Bombeiros e possui todos os alvarás e licenças necessários. Em cinquenta anos de operação, a empresa nunca havia sofrido uma tragédia dessa magnitude. Ofereceu solidariedade à família e prometeu colaboração total com as investigações.
A Polícia Técnico-Científica realizou perícia no toboágua na segunda-feira, 14 de fevereiro — o mesmo dia em que Davi seria velado e sepultado em Conselheiro Lafaiete, na região central de Minas Gerais, onde a família mora. O resultado da perícia sairá em dez dias. Testemunhas começarão a ser ouvidas para esclarecer os fatos. A Polícia Civil conduzirá as investigações sobre as causas do acidente.
Jaqueline fala sobre quem era seu filho. "Meu filho era uma criança maravilhosa, cheia de planos, um menino superestudioso. Ele só queria brincar. Mas meu filho não volta mais. Está doendo muito", diz. Davi adorava passear em Caldas Novas. Agora, a família espera que as investigações revelem exatamente o que falhou — e que nenhuma outra criança morra da mesma forma.
Notable Quotes
Ele era uma criança de 8 anos. Só tinha uma fitinha interditando o brinquedo. Como não tinha ninguém lá?— Jaqueline Rosa, mãe de Davi
De fato, houve negligência do parque. Se tivesse uma barreira física ou alguém tomando conta, ele não desceria de lá.— Giliard Miranda, tio de Davi
The Hearth Conversation Another angle on the story
Por que a família havia remarcado a viagem se depois o acidente aconteceu mesmo assim?
Eles adiaram especificamente por causa das chuvas fortes em janeiro. Queriam garantir segurança no trajeto de volta para casa. Ninguém esperava que o risco estivesse dentro do parque, em uma área que deveria estar fechada.
Uma fita era realmente a única coisa separando uma criança de uma queda de 15 metros?
Segundo a família e o tio de Davi, sim. Não havia barreira física além disso. Para uma criança que conhecia o parque e sabia nadar, uma fita não é obstáculo suficiente.
O pai deixou Davi ir ao banheiro sozinho. Isso foi negligência dele também?
Davi tinha oito anos, conhecia bem o lugar, sabia nadar. O pai tinha razão em confiar. O problema não era a confiança — era que uma área em manutenção estava acessível quando deveria estar completamente vedada.
O parque disse que tudo estava sinalizado e fechado com tapume. Então como Davi entrou?
Essa é a questão central que a perícia vai tentar responder. Ou a sinalização não era suficiente, ou o fechamento tinha falhas, ou ambos. A família acredita que houve negligência clara.
Qual é o próximo passo agora?
A perícia sai em dez dias. Testemunhas serão ouvidas. A família planeja tomar medidas legais. Mas o que realmente importa agora é entender como isso aconteceu — para que não aconteça com outra criança.