O vírus está no sangue, e basta uma pequena ferida para entrar
Em julho, Maceió convoca sua população para um encontro com o invisível: as hepatites B e C, doenças que avançam em silêncio e só revelam sua gravidade quando o dano já está feito. A Secretaria de Saúde da capital alagoana coordena o Julho Amarelo — campanha nacional que transforma o mês em um espaço de escuta, teste e conhecimento — lembrando que saber é, muitas vezes, o primeiro ato de cuidado possível.
- Hepatites B e C infectam sem avisar, podendo evoluir para cirrose ou câncer enquanto a pessoa segue sua vida sem qualquer sintoma.
- A campanha se espalha por toda a cidade ao longo de julho, levando testes rápidos e palestras a tribunais, universidades, hospitais e unidades básicas de saúde.
- Equipes de saúde aproveitam até o tempo de espera nas filas das unidades para conscientizar usuários sobre formas de transmissão e prevenção.
- Um seminário no dia 27 de julho reúne profissionais de saúde para aprofundar estratégias de prevenção, tratamento e vigilância das hepatites na capital.
- Para quem nunca se testou, o chamado é direto: testes gratuitos estão disponíveis o ano todo nas unidades de saúde, com tratamento garantido pelo SUS quando necessário.
Maceió dedica o mês de julho inteiro ao combate às hepatites virais. A Secretaria de Saúde da capital alagoana coordena o Julho Amarelo — campanha nacional que intensifica ações de prevenção, testagem e educação contra as hepatites B e C, doenças que podem evoluir silenciosamente para cirrose ou câncer sem que o portador perceba qualquer sinal.
As atividades começam no dia 10 de julho na Justiça Federal de Alagoas, no bairro da Serraria, com testes rápidos e ações educativas. Nos dias 13 e 14, a Uncisal recebe as mobilizações preventivas. Ao longo do mês, o Hospital Universitário Professor Alberto Antunes e o ambulatório da Uncisal, na Rua Pedro Monteiro, também participam. Duas Unidades Básicas de Saúde têm datas confirmadas: a Unidade Aline de Moraes, no Vergel do Lago, no dia 17, e a Unidade David Nasser, em Ipioca, no dia 18 a partir das 15h30, com apoio do Corujão da Saúde.
A transmissão das hepatites ocorre por múltiplas vias — relações sexuais desprotegidas, compartilhamento de seringas, objetos de higiene pessoal não esterilizados, material de manicure contaminado, tatuagens e piercings sem biossegurança adequada, além da transmissão de mãe para filho. O grande desafio permanece o mesmo: a maioria das pessoas só descobre a infecção quando a doença já avançou.
Tereza Carvalho, técnica responsável pela coordenação, reforça que a campanha já é tradição em Maceió e tem se mostrado eficaz ao ampliar o acesso à informação e ao diagnóstico precoce por meio dos testes rápidos. O encerramento acontece no dia 27 de julho com o Seminário Julho Amarelo 2023, no Auditório do CESMAC, voltado a profissionais de saúde e equipes multidisciplinares, com foco em prevenção, controle, tratamento e vigilância das hepatites B e C.
Durante todo o ano, Maceió oferece testes gratuitos nas unidades de saúde e garante tratamento pelo SUS nos serviços de referência. O Julho Amarelo funciona, assim, como um convite especial para quem ainda não conhece seu status de saúde: procurar uma unidade e fazer o teste.
Maceió começa na próxima segunda-feira uma mobilização de um mês inteiro contra as hepatites virais. A Secretaria de Saúde da capital alagoana vai coordenar o Julho Amarelo — a campanha nacional que marca julho como período de intensificação na luta contra essas doenças silenciosas. Ao longo dos trinta dias, profissionais de saúde vão oferecer testes rápidos e palestras educativas em diversos pontos da cidade, com foco especial nas hepatites B e C, que podem evoluir para cirrose ou câncer sem que a pessoa sequer saiba que está infectada.
As atividades começam no dia 10 de julho na Justiça Federal de Alagoas, no bairro da Serraria, onde haverá ações educativas e testagem rápida. Nos dias 13 e 14, a Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal) sediará as ações preventivas. O mês segue com mobilizações em diferentes locais: no dia 25, o Hospital Universitário Professor Alberto Antunes, na Cidade Universitária, intensificará as ações educativas; no dia 26, profissionais do ambulatório da Uncisal estarão na Rua Pedro Monteiro, no centro, oferecendo testes rápidos para toda a população.
As Unidades Básicas de Saúde do município também participam da campanha ao longo de julho. Duas delas têm datas confirmadas: a Unidade de Saúde Aline de Moraes, no Vergel do Lago, realiza ações no dia 17, enquanto a Unidade David Nasser, em Ipioca, promove atividades no dia 18 a partir das 15h30, com apoio do Corujão da Saúde. Nessas unidades, as equipes vão organizar palestras durante o tempo de espera dos usuários, abordando prevenção e diagnóstico das hepatites, além de intensificar a oferta de testes rápidos.
A transmissão das hepatites virais ocorre por caminhos diversos: relações sexuais sem proteção, de mãe infectada para a criança durante a gravidez ou parto, compartilhamento de seringas e agulhas entre usuários de drogas, uso de objetos de higiene pessoal não esterilizados como lâminas de barbear e escovas de dente, material de manicure e pedicure contaminado, contato direto com sangue infectado, e também através de tatuagens e piercings realizados sem normas adequadas de biossegurança. O grande desafio é que muitas pessoas não apresentam sintomas, descobrindo a doença apenas quando ela já avançou.
Tereza Carvalho, técnica responsável pela coordenação, destaca que o Julho Amarelo já é tradicional em Maceió e tem se mostrado eficaz. "A campanha traz mais informação à população sobre as hepatites virais, promove prevenção e, no caso das hepatites B e C, o diagnóstico precoce por meio do teste rápido", afirma. Ela ressalta que ao longo do mês haverá várias ações educativas para conscientizar a população e realizar a testagem.
O encerramento da campanha acontece no dia 27 de julho com o Seminário Julho Amarelo 2023, realizado no Auditório do CESMAC — Campus I, na Rua Cônego Machado, no Farol, das 8h30 às 13h. O seminário abordará o tema "Prevenção, Controle, Tratamento e Vigilância das Hepatites", com ênfase nas hepatites B e C. O evento é destinado aos profissionais de saúde e equipes multidisciplinares que trabalham com prevenção, assistência e vigilância nas unidades de referência e básicas de saúde de Maceió, tanto nas equipes de Estratégia de Saúde da Família quanto nos serviços de demanda. Interessados em participar devem preencher um formulário disponibilizado pela secretaria.
Em Maceió, o acesso ao diagnóstico e tratamento é garantido durante todo o ano. As Unidades de Saúde oferecem testes rápidos para hepatites virais de forma gratuita. Quando o teste é reagente, o usuário recebe o tratamento disponível pelo SUS em serviços de referência. Na capital, o tratamento é realizado no Bloco I do PAM Salgadinho e nos ambulatórios do Hospital Escola Dr. Helvio Auto e do Hospital Universitário. A campanha de julho, portanto, funciona como um chamado para que pessoas que nunca fizeram o teste procurem os serviços e conheçam seu status de saúde.
Notable Quotes
A campanha Julho Amarelo já é tradicional em nosso Município e bastante eficaz em seu propósito, que é trazer mais informação à população sobre as hepatites virais, promover prevenção e, no caso das hepatites B e C, o diagnóstico precoce por meio do teste rápido— Tereza Carvalho, técnica da Secretaria de Saúde de Maceió
The Hearth Conversation Another angle on the story
Por que as hepatites virais precisam de uma campanha específica em julho? Não deveriam ser tratadas o ano todo?
Deveriam, e são. Mas as campanhas funcionam como amplificadores. Julho Amarelo concentra recursos, profissionais e atenção em um período curto para atingir mais pessoas. É um chamado coletivo.
O que torna as hepatites B e C tão perigosas se muitas vezes não há sintomas?
Exatamente isso. A pessoa pode estar infectada há anos sem saber. Quando descobre, o fígado já pode estar danificado. Por isso o teste rápido é tão importante — é a única forma de saber.
Como alguém contrai hepatite no dia a dia? Parece complicado.
Não é. Compartilhar uma lâmina de barbear, fazer tatuagem em lugar sem higiene adequada, relação sexual sem camisinha — são situações comuns. O vírus está no sangue, e basta uma pequena ferida para entrar.
E depois que descobre que tem hepatite?
Em Maceió, o SUS oferece tratamento gratuito. Não é mais uma sentença de morte como era há décadas. Mas só funciona se a pessoa souber que tem.
Então a campanha é basicamente um convite para testar?
É mais que isso. É educação, é acesso ao teste, é tratamento garantido. É dizer: você pode estar infectado e não saber. Venha descobrir.