Em um momento em que a América do Sul redesenha seu mapa ideológico, o presidente Lula optou por não comparecer às posses de Keiko Fujimori no Peru e de Abelardo de la Espriella na Colômbia, enviando em seu lugar o chanceler Mauro Vieira. A decisão revela a tensão entre a diplomacia regional e os cálculos eleitorais domésticos: com as eleições brasileiras se aproximando, Lula mantém sua agenda no território nacional, preservando laços sem endossar pessoalmente governos de orientação política distinta da sua.