Diante da turbulência geopolítica que redesenha alianças e rivalidades globais, o presidente Lula escolheu a clareza como escudo: o Brasil não tem condições de enfrentar as superpotências no tabuleiro militar ou tecnológico, e reconhecer esse limite é, em si, uma forma de soberania. Em vez de simular uma força que não possui, o país aposta na construção paciente de conhecimento — educação, pesquisa e uma inteligência artificial que fale a partir da realidade brasileira, não apenas do eco da disputa entre Washington e Pequim. É uma aposta de longo prazo, feita em voz alta, num momento em que o