Em um navio-sonda a 175 quilômetros da costa do Amapá, o presidente Lula escolheu o mar aberto para reafirmar uma convicção antiga: que a soberania energética de um país se constrói com pesquisa, risco e paciência. A descoberta de sinais de petróleo e gás no poço Morpho, na Margem Equatorial, reacende um debate que mistura estratégia econômica, memória das privatizações e a tensão permanente entre desenvolvimento e preservação ambiental. Como no achado do pré-sal em 2007, o Brasil se vê diante de uma promessa ainda por confirmar — e de uma escolha sobre quem decide seu futuro energético.